domingo, 25 de janeiro de 2015

IV Jornada para o XXIII Congresso Brasileiro da ABEAD

IV Jornada para o XXIII Congresso Brasileiro da ABEAD

Especialistas explicam como a combinação de drogas pode ser fatal

Especialistas explicam como a combinação de drogas pode ser fatal

Este é um dos fatores que mais têm levado jovens e consumidores iniciantes a crises agudas, overdoses e experiências traumáticas como alucinações e delírios de perseguição

Leandro Junges
O uso intenso de cocaína, ecstasy e álcool num curto intervalo de tempo, como um fim de semana, é considerado pelos médicos e especialistas não mais como um ato perigoso e danoso à saúde, mas fatal.
O consumo combinado de drogas pelo engenheiro Dealberto Jorge Silvadescrito no depoimento do irmão dele, Fernando, à Justiça mexicana, é um fenômeno preocupante e, do ponto de vista médico, um dos fatores que mais têm levado jovens e consumidores iniciantes a crises agudas, overdoses e experiências traumáticas _ como alucinações, delírios de perseguição e perda do senso de segurança.
_ Há drogas perturbadoras, depressoras ou estimulantes. E há algumas que têm mais de um efeito. Misturar torna ainda mais perigoso. E isso tem sido comum: usuários interagindo diferentes drogas para potencializar ou prolongar os efeitos _ informa Nasser Haidar Barbosa, coordenador municipal do setor de atendimento à saúde mental de Joinville.
Entre as combinações mais perigosas está a de álcool e ecstasy.
_ Quem usa ecstasy com frequência sabe que usar com álcool pode ser fatal. Por isso é tão comum ver pessoas em festas rave com uma garrafa de água na mão, sob o efeito da droga. Estão ‘fervendo’ ou ‘cozinhando’, como eles dizem _ afirma Nasser.
Usar três ou mais tipos de drogas em um fim de semana, por exemplo, pode causar uma desordem química tão violenta no organismo que dificilmente o usuário consegue chegar à segunda-feira sem precisar de atendimento médico especializado. Em casos mais graves, essa confusão química pode levar à morte por mais de um fator, como problemas cardíacos ou hemorragias no cérebro e no fígado, por exemplo.
O consumo de qualquer droga, além do risco de overdose, pode ocasionar graves sequelas nos sistemas nervoso (lesões dos neurônios), circulatório e respiratório.
_ Além, é claro, de problemas de ordem familiar, social, econômica e afetiva _ alerta Barbosa.
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“Enquanto houver usuário, haverá traficante”, diz delegado
O consumo de drogas sintéticas e outros tipos de drogas, como maconha e cocaína, tem se potencializado em festas fechadas e baladas. A reportagem de “A Notícia” visitou baladas legalizadas e festas proibidas em 2013 e flagrou a facilidade com que as drogas são traficadas e acessadas pelos jovens na noite. O consumo livre de pelo menos quatro tipos de drogas foi presenciado pela reportagem em uma festa rave, em Araquari, no Norte do Estado.
Levando em conta os dados de 2013 da Secretaria de Segurança Pública _ o órgão ainda não disponibilizou os dados fechados do ano passado_, a droga mais apreendida naquele ano em Joinville pelas polícias Militar e Civil foi o crack, com 75,3 kg, seguido da maconha, com 48,4 kg, e da cocaína, com pouco mais de 18 kg.
No entanto, as drogas sintéticas também tiveram um grande espaço. Só em Joinville foram apreendidos 774 comprimidos de ecstasy, 272 pontos de LSD e nove frascos de lança-perfume.
Ampliando para as apreensões em todo o Estado, as drogas sintéticas ganham ainda mais força. Só em 2013, as duas polícias apreenderam 190,8 mil comprimidos de ecstasy e pouco mais de 13 mil pontos de LSD, o que comprova o consumo acelerado desse tipo de substância.
O delegado responsável pela Divisão de Investigação Criminal de Joinville, Jeferson Prado Costa, explica que a polícia faz um trabalho de controle, mas esclarece que a prisão de traficantes não é capaz de erradicar o consumo de drogas.
- Nenhum usuário vai deixar de usar droga porque o traficante dele foi preso. Enquanto houver usuário, haverá traficante. É uma regra de mercado avalia.
Apesar dessa certeza, a polícia insiste no trabalho de repressão.
- A investigação é feita dentro da lei. Não se pode fazer uma busca sem mandado judicial. A investigação é trabalhosa e demorada acrescenta.
Crescem apreensões de drogas sintéticas pela PF
As apreensões feitas pela Polícia Federal, que tem a investigação voltada para o tráfico internacional, são ainda maiores.
Continuando no ano de 2013, a PF foi responsável pela maior apreensão de drogas sintéticas na região. Foram apreendidos mais de 18,7 mil comprimidos de ecstasy e mais de 2,7 mil comprimidos de LSD só na região Norte de Santa Catarina.
A maconha e a cocaína também são drogas muito disseminadas por aqui. Só em 2013, a PF apreendeu 1,8 tonelada de maconha e mais de 376 quilos de cocaína. Em 2014, as drogas sintéticas perderam força, mas a cocaína e a maconha se mantiveram expressivas, com 588,5 kg e 51,4 kg apreendidos, respectivamente.
fonte: https://clinicaalamedas.wordpress.com/2015/01/20/especialistas-explicam-como-a-combinacao-de-drogas-pode-ser-fatal/

Maconha, depressão e suicídio na adolescência


Por Dr Cláudio Jerônimo da Silva – psiquiatra

É difícil dizer onde tudo começa: todo adolescente precisa um pouco mais de espaço e privacidade. Passa mais tempo sozinho, no quarto. Depois desenvolve uma vida um pouco mais independente e fica muito mais tempo fora de casa, fala menos com os pais, não quer compartilhar sua intimidade com o adulto, não gosta de falar dos seus sentimentos, irrita-se facilmente, dorme muito, sente bastante fome.
Essa descrição parece parte do desenvolvimento normal de um adolescente, mas eventuais complicadores não podem passar despercebidos. Os mais importantes são o uso de maconha e a depressão. Especialmente porque existe uma associação entre essas duas condições clínicas, cujos sintomas podem ser confundidos, aos olhos menos atentos, com comportamentos pontuais da adolescência. A confluência da juventude, da depressão e da maconha costuma ser explosiva, literalmente. O jovem deprimido que fica no quarto, isolado, sem querer conversar, também tem uma tendência muito maior a ser impulsivo, a se envolver em comportamentos mais arriscados, e o uso de maconha perpetua o sintoma depressivo. O suicídio é a evolução mais trágica, nunca imaginada, mas que infelizmente acontece, no momento em que menos se espera. Algumas vezes ela não é planejada. É impulsiva. Outras, é planejada. Ninguém fala, é segredo, tabu. Mas acontece. E as chances de acontecer com jovens deprimidos e usuários de maconha são maiores do que os outros. Mesmo que o problema seja identificado, as possibilidades continuam existindo. Os conflitos sobre o uso da maconha, a resistência com o tratamento e a dificuldade de monitoramento constante são sempre um risco. Mas o melhor remédio continua sendo a intervenção precoce. Quanto antes o problema for identificado, maiores as chances de evitar o desfecho trágico. E a identificação é sempre feita em casa, pela família. Portanto, adolescentes precisam de pais por perto, atentos, interados do que estão fazendo, de como estão se sentindo, mesmo que eles não gostem nada disso.
Referências
The impact of adolescent cannabis use, mood disorder and lack of education on attempted suicide in young adulthood.World Psychiatry. 2014 Oct;13(3):322-3. doi: 10.1002/wps.20170.
Acute influence of alcohol, THC or central stimulants on violent suicide: a Swedish population study. J Forensic Sci. 2014 Mar;59(2):436-40.

fonte: https://clinicaalamedas.wordpress.com/2015/01/21/maconha-depressao-e-suicidio-na-adolescencia/

Curso de Especialização em Arteterapia no SEDES SAPIENTIAE


VI Congresso ISAAC - Comunicação Alternativa: Ocupando Territórios


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Arqueologia e Memória: Oficina para a Terceira Idade no MAE da USP

 

Início
25/02/2015 
              
Fim
01/07/2015 
              
Agência FAPESP – O Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da Universidade de São Paulo (USP) oferece a oficina “Arqueologia e Memória: Oficina para a Terceira Idade no MAE da USP” de 25 de fevereiro a 1º de julho, todas as quartas-feiras das 14 horas às 16h30.
A atividade é gratuita. Há 25 vagas disponíveis. As inscrições podem ser feitas de 2 a 24 de fevereiro, das 8 às 12 horas e das 13 às 16 horas pelo e-mail educativo.mae@usp.br ou telefone (11) 3091 4905.
Durante a oficina, serão realizadas atividades educativas e lúdicas que envolvem reflexões sobre Arqueologia, Etnologia, Museologia e Objetos Biográficos; elaboração de trabalhos com várias formas de expressão (escrita, desenho, bordado, cerâmica) relacionados às reflexões sobre os conhecimentos acima; e elaboração e montagem de exposição.
A atividade faz parte do Programa Universidade Aberta à Terceira Idade da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) da USP.

fonte: http://agencia.fapesp.br/agenda-detalhe/arqueologia_e_memoria_oficina_para_a_terceira_idade_no_mae_da_usp/20507/