quinta-feira, 25 de julho de 2013

USP oferece mais de 4 mil vagas em cursos para a terceira idade

Objetivo do programa Universidade Aberta é promover a troca de saberes entre jovens e idosos e aprofundar os conhecimentos nas áreas de interesse
Notícias
22/07/2013
Agência FAPESP – A Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da Universidade de São Paulo (USP) divulgou publicação que traz detalhes do programa Universidade Aberta à Terceira Idade para o segundo semestre de 2013.
O programa, que em 20 anos já teve mais de 100 mil alunos, permite que os idosos frequentem disciplinas de cursos da graduação e participem de atividades físicas e culturais, nos campi da USP da capital e de Bauru, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto e São Carlos.
São mais de 4 mil vagas distribuídas em 480 atividades. História da arte, música popular brasileira, literatura japonesa, princípios de administração, economia e educação física na terceira idade são alguns exemplos de disciplinas que os idosos poderão cursar.
Ciclo de palestras, oficinas de artesanato, pintura, canto e dança também fazem parte das atividades oferecidas.
As inscrições podem ser feitas a partir do dia 29 de julho e vão até dia 9 de agosto. Todas as atividades são gratuitas e a idade mínima para participar é 60 anos.
A publicação com a relação completa dos cursos, informações sobre o número de vagas, pré-requisitos e instruções para inscrição pode ser retirada nos campi da USP e está disponível para download no em www.prceu.usp.br/portal.php/terceira-idade.

Informações adicionais pelo telefone (11) 3091-9183 ou pelo e-mail usp3idad@usp.br.

Pós-graduação em Ética, Valores e Cidadania na Escola

Inscrições para seleção do curso gratuito oferecido pela USP e Univesp serão recebidas até o dia 4 de agosto (USP Imagens)
24/07/2013
Agência FAPESP – A Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) recebe, até o dia 4 de agosto, inscrições para o processo seletivo do curso de Especialização em Ética, Valores e Cidadania na Escola, oferecido em parceria pela Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp).
As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site da Fuvest (www.fuvest.br) mediante o preenchimento da ficha de inscrição e o pagamento da taxa de R$ 65 na rede bancária. O curso é semipresencial e gratuito.
São oferecidas 300 (trezentas) vagas nas cidades de Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto, Santos, São Carlos e São Paulo. O curso terá duração de 16 meses e carga horária de 480 horas, sendo 360 horas de atividades didáticas e 120 horas para elaboração de monografia. Os encontros presenciais ocorrerão uma vez por semana.
O objetivo é formar profissionais da educação que consigam trabalhar no cotidiano escolar valores éticos e de cidadania, a diversidade humana e os conflitos presentes nas relações diárias. Esta é a terceira edição do curso.
Para se inscrever, o candidato deverá ser portador de
diploma
de ensino superior e ser professor, coordenador pedagógico, vice-diretor ou diretor em instituição de educação infantil, de ensino fundamental, médio ou profissional no Estado de São Paulo, no exercício da profissão.A seleção será realizada por meio de exame presencial, no dia 11 de agosto (domingo), às 10h, em locais a serem divulgados no site da Fuvest. A prova será constituída por uma redação em Língua Portuguesa, com tema relacionado aos objetivos do curso.
O ingresso no curso será realizado mediante processo classificatório, com o aproveitamento dos candidatos classificados até o limite de vagas fixadas para cada horário e local de realização da parte presencial obrigatória do curso.

Mais informações: www.univesp.ensinosuperior.sp.gov.br e www.fuvest.br/outros/nace2013/ii012013.html.
 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

‘Meu Museu’ leva idosos à Pinacoteca de SP


O programa, chamado “Meu Museu”, faz visitas educativas à mostra "Arte no Brasil - uma história na Pinacoteca de São Paulo", que exibe parte do acervo do museu, e exposições temporárias. Idosos maiores de 60 anos não pagam entrada.  

 
A Pinacoteca do Estado de São Paulo lançou um programa educativo para idosos chamado “Meu Museu”. O programa faz visitas educativas à mostra "Arte no Brasil - uma história na Pinacoteca de São Paulo", que exibe parte do acervo do museu, e exposições temporárias.
O passeio foi desenvolvido considerando percurso, tempo de visitação e diferentes abordagens sobre o museu e as obras.
Também será realizada, a cada visita, uma atividade plástica ou poética para trabalhar cognição, percepção e interpretação baseado nas obras.

Visitas
As visitas são feitas seis vezes por semana, de terça a quinta, às 10h30 ou às 14h. O agendamento, grupo com no mínimo cinco pessoas e máximo de 20, pode ser realizado pelo telefone (11) 3324 0991 ou pelo e-mail: meumuseu@pinacoteca.org.br.
A Pinacoteca do Estado de São Paulo fica na Praça da Luz, 2, Luz.
Para agendar: telefone (11) 3324 0991 com Sebastião ou Raquel; ou e-mail meumuseu@pinacoteca.org.br.


Palestra - Mal de Alzheimer


sexta-feira, 19 de julho de 2013

10 Filmes sobre Alzheimer




O mal de Alzheimer é uma doença degenerativa do cérebro, que ainda é incurável, mas pode ser tratada para que os sintomas sejam retardados.
O principal sintoma é a demência, a perda crescente de memória, de curto prazo até chegar à incomunicabilidade.
O cinema já explorou este tema muitas vezes, sempre com muita dramaticidade.
Selecionei 10 dos melhores filmes sobre Alzheimer.


 
   
1.A Moment to Remember (a primeira parte do filme é uma história de amor entre uma linda e simpática garota filha de um empreiteiro e um carpinteiro que trabalha para ele. ela é engraçada e esquecida, o que lhe dá até um charme, mas aos poucos se revela num caso de Alzheimer precoce, que vai destruir a vida deles. poucos filmes me emocionaram tanto quanto este coreano de Lee Jae-Han / John H.Lee, baseado num drama de TV japonês)


 
2. Longe Dela (Gordon Pinsent e Julie Christie são um casal que vive feliz junto há mais de 40 anos, quando ela começa a mostrar sinais da doença. relutante, ele a interna numa clínica, mas uma das regras é que ela não pode receber visitas por um mês. quando ele finalmente vai vê-la, ela não o reconhece e ainda se afeiçoou por outro paciente. lindo filme, indicado para os Oscars de atriz e roteiro)


    
3. Diário de uma Paixão (um idoso lê todos os dias num diário para uma mulher com alzheimer a história de amor entre uma jovem rica e um rapaz de família pobre que se conhecem e se apaixonam quando ela passa férias no sul antes da segunda guerra. as diferenças sociais os separam por anos até o reencontro quando ela está prestes a casar com outro. bonito sim, mas supervalorizado)


    
4. A Família Savage (dois irmãos - os ótimos Philip Seymour Hoffman e Laura Linney -, que trilharam caminhos diferentes, ficam sabendo que terão que lidar com a doença do pai, de quem sempre fugiram, que já está num estado avançado do Alzheimer. o bom roteiro da diretora Tamara Jenkins consegue lidar com ironia e até humor com um tema difícil)


 
5. Iris (a história de amor entre a escritora Iris Murdoch - Judy Dench e Kate Winslet ambas soberbas - e seu marido em duas épocas distintas, no frescor da juventude e na velhice, quando ela está com Alzheimer. bom filme)


    
6. O Filho da Noiva (Ricardo Darín é um pai separado, com um pai bem humorado de quem herdou seu restaurante. o único arrependimento do pai - Hector Altério - é não ter casado na igreja com sua esposa e decide fazer isso antes de morrer. o problema é que a noiva - Norma Aleandro - está com Alzheimer adiantado e a cerimônia tem que ser apressada. um dos melhores filmes do cinema argentino, com um elenco fenomenal e um direção delicada de Juan José Campanella) 



7. Meu Pai, um Estranho (Gene Hackman é um jovem professor que sonha em casar e mudar para a Califórnia, quando às vésperas de seu casamento, sua mãe morre e ele é obrigado a cuidar de seu pai -Melvyn Douglas -, que está começando a desenvolver Alzheimer, já que sua irmã foi deserdada pelo pai por ter casado com um judeu. os dois atores e o roteiro foram indicados ao Oscar em 1971. vale a pena assistir)


    
8.O Caso Alzheimer (bom policial belga, sobre um assassino profissional - Jan DeCleir -, que é contratado para um último trabalho, já que percebe que os sintomas de Alzheimer estão se intensificando e pretende se aposentar. mas sua missão envolve poderosos e prostituição infantil, com a qual não pode compactuar. diferente e interessante)



    
9.A Song for Martin (um famoso compositor e uma violista se apaixonam durante uma turnê e separam-se de seus respectivos esposos, casam-se e passam a viver felizes juntos. cinco anos depois ele é diagnosticado com Alzheimer e seu comportamento começa a mudar. belo e pesado filme sueco, dirigido por Bille August)


  
10. Aurora Boreal (após a morte de seu pai, um rapaz de 25 anos - Joshua Jackson - vive pulando de emprego em emprego. o avô - Donald Sutherland - tem Alzheimer se desenvolvendo rapidamente e para ficar perto dele e da avó, ele consegue um subemprego na instituição onde eles estão)


fonte: http://listasde10.blogspot.com.br/2011/03/10-filmes-sobre-alzheimer.html

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Um novo empreendimento visa ajudar crianças surdas ou com dificuldades de comunicação – "SignLanguageDoll.com"


Lançamento de bonecos para ensinar a língua de sinais.

Um novo empreendimento visa ajudar crianças surdas ou com dificuldades de comunicação – "SignLanguageDoll.com", um projeto nascido na Califórnia, EUA.

Os designers desta linha de brinquedos dizem ter criado uma ferramenta divertida para melhorar as habilidades de comunicação através do uso da língua de sinais, beneficiando os usuários e ajudando irmãos, parentes e amigos de pessoas com deficiência auditiva a aprender o sistema.
Estes bonecos estão se tornando uma ferramenta de ensino em todo o mundo. Através deles, pode-se fazer a ponte entre quem precisa de língua de sinais, porque podem ser ensinados facilmente “, disse o diretor do projeto. Além do que atende às necessidades de crianças com e seu meio ambiente. Os fabricantes afirmam que os bonecos têm sido muito benéficos para as crianças com autismo, paralisia cerebral, deficiência visual, síndrome de Down e outras necessidades especiais.
Entre as peculiaridades destes bonecos, destaca a ductilidade nas articulações das mãos, permitindo que você faça os principais sinais do sistema de sinal, além de modelos com aparelhos auditivos e implantes cocleares, ferramentas de brinquedos que ajudam a ambos os dispositivos incorporar as crianças em suas vidas diárias através do jogo e perder a sensação de “estranheza”.
“Estamos abrindo a porta de comunicação para estas crianças na construção da independência e da liberdade através da comunicação”, dizem os fabricantes.
Além de seu objetivo de negócio, a empresa tem um programa de conjunto, onde indivíduos e empresas podem patrocinar uma boneca e doar para escolas ou escolas especiais.


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Os ritmos do paladar - Pesquisa na Unicamp


Pesquisa constata que gêneros musicais contribuem para ampliar ou reduzir a aceitação dos alimentos

O senso comum aceita sem maiores dificuldades a ideia de que a música tem a capacidade de acalmar ou excitar as pessoas. Não por outra razão, os casais costumam escolher canções de amor e não rock pesado para embalar um jantar romântico. O que pouca gente ainda concebe é que a música também pode influenciar nas respostas dos consumidores frente a produtos alimentícios. Pesquisa desenvolvida para a dissertação de mestrado de David Wesley Silva, defendida na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp, constatou que músicas romântica e clássica podem contribuir para ampliar o grau de aceitação de um alimento, enquanto o rock e o chorinho podem exercer efeito contrário. O trabalho, inédito na FEA, foi orientado pela professora Helena Maria André Bolini.

Maiores detalhes: http://www.unicamp.br/unicamp/ju/567/os-ritmos-do-paladar

terça-feira, 16 de julho de 2013

Creche para Idosos! Uma maneira de curtir a terceira idade


Creche pra terceira idade
No programa Mais Você da apresentadora Ana Maria Braga, abordou um tema muito importante e que facilitará a vida de muitas famílias.Ela comenta de uma novidade: A Creche pra Idosos, o conceito é bem similar ao da creche infantil, os idosos são assistidos por profissionais pacientes e cuidadosos.
Importante, não confundir casa de repouso e creche para idosos. Nas casas de repouso, os idosos, ficam internados 24 horas, tem médicos, enfermeiros, tem cinco refeições diárias e todos os cuidados com higiene.
Nas Creche, os idosos passam uma parte do dia e como ainda não existe uma regulamentação específica, não é obrigatório o suporte médico.É apenas uma recomendação para que a casa conte com profissionais como terapeutas ocupacionais, nutricionistas e cuidadores profissionais. Lá fazem pintura, conversam sobre notícias de jornais, cantam, fazem atividades em grupo, o que influencia de forma positiva o comportamento, o relacionamento com os parentes e pessoas presentes no dia-a-dia.
Essas creches cobram mensalidades que variam entre R$ 900,00 à R$ 2.600 reais, existem algumas creches dessas, não é uma coisa ainda difundida pelo país. O que gera oportunidades de negócios nesse segmento de mercado, gerando também emprego, comodidade para as famílias, afinal, com a PEC- nova legislação, impossibilitou muitas famílias de poderem pagar horas extras, adicional noturno e essas creches colaborariam com “paz” de muitos.
Assistam ao vídeo do programa Mais Você, clicando no link abaixo:
http://globotv.globo.com/rede-globo/mais-voce/v/creches-para-a-terceira-idade-viram-opcao-para-as-familias-de-idosos/2577334/

fonte: http://www.aterceiraidade.com/cuidado-com-idosos/creche-para-idososuma-maneira-de-curtir-a-terceira-idade/

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Aos 94 anos, americana ainda investiga as profundezas da memória

O mapa das lembranças
 05/06/2013

Na década de 1950, Brenda Milner provou ligação da memória a regiões específicas do cérebro


Aos 94 anos, americana ainda investiga as profundezas da memória Yannick Grandmont/New York Times
Neuropsicóloga Brenda Milner é pioneira em pesquisas que mapeiam o cérebro humano Foto: Yannick Grandmont / New York Times
Claudia Dreifus
De diferentes maneiras, o plano recém-anunciado pelo governo Obama de mapear o cérebro humano teve origem no trabalho da neuropsicóloga Brenda Milner, que mostrou, com base em detalhadas observações de um paciente com amnésia nos anos 1950, como a memória está ligada a regiões específicas do cérebro.
O paciente, Henry Molaison, morreu em 2008, aos 82 anos, e está tendo seu cérebro dissecado e mapeado digitalmente .
Milner, 94 anos, ainda passa expedientes completos no Instituto e Hospital Neurológico de Montreal estudando as diferenças entre os hemisférios direito e esquerdo do cérebro. Em seu escritório e na reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Boston, a pesquisadora concedeu a seguinte entrevista ao The New York Times.
Como você começou a trabalhar com H.M., talvez o paciente mais famoso da história da neurociência?
Brenda: Em 1950, vim trabalhar no Instituto Neurológico de Montreal para estudar os pacientes do Dr. Wilder Penfield. Ele havia criado o Neuro para ser um lugar pioneiro no tratamento neurocirúrgico da epilepsia, e veio a desenvolver um procedimento para pacientes que estavam tendo ataques epilépticos por causa de lesões cerebrais, no qual ele extirpava a parte lesionada do cérebro.
Uma das coisas que fiz foi tentar ajudar Penfield a identificar a origem das convulsões. Um trabalho de detetive. Eu usava eletroencefalogramas e desenvolvi testes com base, em parte, na pesquisa que eu estava fazendo.
Depois, em um curto período de tempo, vimos dois pacientes, P.B. e F.C., que apareceram com algo que nunca tínhamos visto antes. Após a cirurgia, sua capacidade de formar lembranças de longo prazo desapareceu - embora a sua memória recente e inteligência tivessem permanecido intactas. Lembro-me de ouvir P.B. dizer: "O que vocês fizeram com a minha memória?". Penfield e eu elaboramos a hipótese de que tinha havido danos em um lado do cérebro que não tínhamos como examinar, e ao fazer uma excisão do outro lado, ele privou os pacientes da função dessa outra região. Em seguida, escrevemos um trabalho com essa teoria e o apresentamos resumidamente em uma reunião da Associação Americana de Neurologia em Chicago.
Isso levou ao seu encontro com H.M.?
Brenda: Sim. Diretamente. Depois disso, o Dr. William Scoville, um cirurgião de Hartford, nos telefonou e disse: "Acabei de ler o seu resumo e um paciente epilético em quem fiz uma operação está passando pela mesma coisa". Scoville, em seguida, me convidou para ir a Hartford e estudar a pessoa. Aquele paciente era o H.M.
Como era H.M.?
Brenda: Ele era muito agradável. E queria muito ser útil. Na época em que eu o conheci, ele devia ter pouco menos de 30 anos. Ele sofria de epilepsia grave desde a infância, quando teve um acidente de bicicleta, e a cirurgia tinha sido benéfica para tratar disso. Mas a extirpação tinha dificultado a aquiissão de novas lembranças de longo prazo.
Havia coisas do passado das quais ele se lembrava, mas ele contava a mesma piada repetidamente, nunca se lembrando de que a tinha contado antes. Não importa quantas vezes a pessoa tivesse se encontrado com ele _ ele não conseguia se lembrar dela.
Que tipos de testes você pediu que ele fizesse?
Brenda: Eu tinha de mostrar o que ele conseguia aprender e o que ele não conseguia aprender. Assim, eu passava a ele tarefas baseadas na aprendizagem. Uma delas era um enigma no qual ele tinha que encontrar a saída de um labirinto. Ele simplesmente não conseguia achá-lo. Outro consistia em lhe dar uma estrela de cinco pontas e lhe pedir que traçasse seus contornos ao olhar em um espelho. Isso parece fácil, mas não é. No caso da maioria das pessoas, quanto mais praticam, melhor se saem. Trata-se realmente de um teste que avalia a aprendizagem de habilidades motoras. Bem, o H.M. conseguiu se sair bem!
O que isso significa?
Brenda: Significa que existem diferentes tipos de aprendizagem e que a memória autobiográfica, ou memória de longo prazo, não corresponde ao todo da memória.
Na década de 1950, qual era a ideia predominante que as pessoas tinham da memória?
Brenda: Havia uma ideia estranha de que a memória era uma função do cérebro como um todo. A descoberta de fato foi mostrar que não se podia falar sobre a memória como uma função global do cérebro. Ela é bastante dependente de determinadas áreas.
Mas essa mesma memória também é multifacetada. Nossa memória é nossa autobiografia, e a memória autobiográfica de H.M. tinha sido perturbada. Depois de uma parte fundamental de seu cérebro ser removida, H.M. não conseguia formular memórias de sua vida à medida que a vivia. Ao mesmo tempo, ele conseguia adquirir algumas habilidades motoras e de percepção, o que significa que havia diferentes formas de aprendizagem, que envolviam diferentes sistemas do cérebro.
Você gostava do H.M.?
Brenda: Nós adorávamos o H.M. No entanto, quando ele faleceu, foi muito estranho psicologicamente, porque todos sentimos que tínhamos perdido um amigo. E isso é engraçado porque pensamos na amizade como uma coisa bilateral. Ele não nos reconhecia, não sabia quem nós éramos, e nós sentimos que havíamos perdido um amigo.
Você é britânica. Como foi que passou a viver e trabalhar no Canadá?
Brenda: Durante a II Guerra Mundial, eu era oficial de investigação civil contratada pelo Ministério Britânico de Suprimentos. Lá conheci Peter Milner. Ele projetava equipamentos para medir as habilidades de rastreamento de operadores de radar. Como era psicóloga, fui acusada de fazer experiências com esses sistemas em pessoas. De vez em quando o aparelho que eu estava testando quebrava e eu tinha que chamar o Peter. Ele logo ficou interessado em psicologia e eu fiquei interessado nele. O radar nos uniu.
Por volta de 1944, ele foi convidado a fazer parte de uma equipe de pesquisa sobre as origens da energia atômica canadense. Eu nunca pretendi casar com ninguém porque nunca quis ter filhos. Mas era o casamento ou o adeus, e nós ainda não estávamos prontos para o adeus. Então nos casamos, e três semanas depois partimos para o Novo Mundo. Nos divorciamos na década de 1970, mas nossa relação permaneceu perfeitamente amigável e nos falávamos todos os dias. Nunca deixamos de ser amigos. Ele é meu melhor amigo. Nós vamos ao cinema, cozinhamos. Não moramos juntos, mas vivemos a poucas quadras um do outro.
Você tem 95 anos e ainda trabalha!
Brenda: Eu tenho 94! Gosto de contar minha idade aos taxistas porque eles dizem: "Você parece mais jovem!".
E sim, eu trabalho mesmo, tenho alunos de pós-doutorado. Não oriento mais alunos de doutorado, pois isso implicaria assumir compromissos de cinco anos. Não quero deixá-los na mão caso alguma coisa aconteça.
Minha mãe, professora de música, trabalhou até completar 88 anos. Ela teria ficado mais tempo na profissão, mas sua audição foi piorando e quem trabalha como professor de música tem de conseguir ouvir.
Como está sua memória?
Brenda: Ah, está terrível! Esqueço nomes. Mas, felizmente, descobri que há muitas pessoas, não só da minha idade, que também se esquecem de nomes.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Últimos lançamento da Editora WAK

 
Título:  ESTUDOS EM ARTETERAPIA - VOLUME 3 - A arte e a Criatividade promovendo saúde
Autor:  ASSOCIAÇÃO DE ARTETERAPIA DO RIO DE JANEIRO
Editora:  WAK EDITORA - 272 páginas - 399g   - 14x21cm
ISBN:  978-85-7854-252-8
Valor 44,00
“Estudos em Arteterapia – Cadernos da AARJ” apresenta artigos, relatos de experiências, estudos de casos e outros registros, que convidam os leitores a conhecerem os múltiplos caminhos, que essa nova área de conhecimento pode percorrer.
A proposta da AARJ é que esta publicação possa divulgar o que vem sendo produzido em Arteterapia no Rio de Janeiro, colaborando, desta forma, para uma maior interação entre os diversos profissionais que atuam como arteterapeutas no Estado e buscando compartilhar nossos trabalhos com outras associações brasileiras e internacionais.
Título:  CORES, FORMAS E EXPRESSÃO - emoção de lidar na clínica junguiana
Autor:  CLAUDIA BRASIL
Editora:  WAK EDITORA - 168 páginas - 246g   - 14x21cm
ISBN:  978-85-7854-251-1
Valor 48,00
Esse livro é destinado àqueles que buscam, além do conhecimento teórico, entender os efeitos práticos do uso de recursos plásticos, como a colagem, a modelagem e a pintura aplicados à Arteterapia. Os capítulos sobre o corpo e os sonhos complementam o olhar simbólico que os arteterapeutas e psicólogos junguianos buscam no seu trabalho.
A visão de Claudia sobre a influência dos materiais expressivos na relação de transferência e contratransferência deu a ela a ideia de que forma-se uma tríade. Terapeuta-cliente-material se relacionam em uma dinâmica muito peculiar, dando origem ao quarto elemento, a obra.

Título:  PSICOLOGIA DAS CORES
Autor:  KACIANNI FERREIRA
Editora:  WAK EDITORA - 172 páginas - 252g -  17x24cm
ISBN:  978-85-7854-250-4

Valor 60,00
Psicologia das Cores é um livro sui generis, que atrai por sua atualidade, diversidade e linguagem acessível. Nesta obra, além das características, classificações, dimensões, sensações, associações, efeitos e simbologias das cores, a autora aborda, de forma clara, concisa e interessante, diversos assuntos de estreita relação com as cores, além de dicas, perguntas interessantes e curiosidades.
Título:  MATERIAIS DE ARTE - sua linguagem subjetiva para o trabalho terapêutico e pedagógico
Autor:  EVELINE CARRANO e MARIA HELENA REQUIÃO
Editora:  WAK EDITORA - 216 páginas - 317g -   17x24cm
ISBN:  978-85-7854-247-4
Valor 70,00
Materiais de Arte: sua linguagem subjetiva para o trabalho terapêutico e pedagógico busca a conscientização da interface entre a arte e a saúde por meio do subjetivo no sujeito: suas emoções.
Os materiais de arte são instrumentos usados há séculos pelos artistas, depois pelos educadores e mais tarde pelos terapeutas. Estes profissionais, com algumas exceções, ao longo de sua prática por motivos diversos, talvez não tenham parado para entender o valor dos materiais de arte como meio subjetivo de expressar as emoções.
Os materiais de arte têm uma "linguagem" inerente a ele, tanto expressiva quanto subjetiva, que permite um diálogo interno durante o processo criativo


.http://www.facebook.com/pages/WAK-Editora/452316951473212?ref=hl

Menina autista de três anos pinta quadros valiosos

Terça-feira, 02 de Julho de 2013

Menina autista de três anos pinta quadros valiosos
© Iris Grace Painting
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Tem apenas três anos, é autista e, embora ainda não saiba falar, tem um talento extraordinário para se expressar através... da pintura. A pequena Iris Grace Halmshaw, uma menina inglesa residente em Leicestershire, está a impressionar o mundo com os seus quadros, que têm sido vendidos por valores que já chegaram às 1.500 libras cada (cerca de 1.750 euros).
"Começámos a encorajar a Iris a pintar para a ajudar com a terapia da fala e a concentração, mas acabámos por nos aperceber de que ela é realmente talentosa e consegue manter-se focada em cada obra durante um período de tempo incrível de aproximadamente duas horas", explicam os pais, Arabella Carter-Johnson e Peter-Jon Halmshaw, no site criado para divulgar as pinturas da menina.
"Decidimos partilhar a arte dela como forma de chamar a atenção para a sua condição de autista e para inspirar outras famílias na mesma situação, porque o autismo afeta, atualmente, cerca de 100.000 crianças no Reino Unido e os números estão a crescer", acrescentam os progenitores.

Quando o fizeram, porém, Arabella e Peter-Jon não esperavam uma reação tão calorosa às obras da filha. A página onde dão a conhecer os seus quadros no Facebook já ultrapassou os 6.000 seguidores e, de acordo com o jornal britânico Daily Mail, um colecionador privado acaba de comprar dois dos seus trabalhos originais por 1.500 libras (cerca de 1.750 euros) cada.
Além disso, desvenda o diário, os quadros estão a ser vendidos por valores mínimos que rondam as 295 libras (aproximadamente 300 euros) e já está a ser planeada uma exibição a título individual em Londres, à qual se seguirá um leilão dos quadros.
"Nós preparamos as tintas, ela escolhe aquelas que quer usar e, quando precisa de mais, pede-nos. O autismo fez com que desenvolvesse uma forma de pintar que nunca vimos numa criança da idade dela", afirmam os pais, orgulhosos, salientando que a menina tem uma grande compreensão "das cores e de como elas interagem entre si".
"Ela ilumina-se com entusiasmo e felicidade quando apresentamos os quadros ao mundo, isso deixa-a sempre mais bem-disposta. A Iris encontrou uma forma de se expressar que é tão bonita que quisémos partilhá-la", continuam os progenitores.


Terapia e pintura têm trazido grandes progressos
Iris foi diagnosticada com autismo em 2011 e, desde então, tem feito enormes progressos. "Com a ajuda dos especialistas melhorou muito num curto espaço de tempo", garantem Arabella e Peter-Jon, que contam que a filha adora a Natureza, livros, fotografias e dançar em bicos de pés e que segura sempre algo na mão esquerda.
"Ela costumava perder-se nos livros, raramente estabelecia contacto visual, não queria nem sabia brincar connosco e ficava desesperada junto de outras crianças. Agora, brinca, comunica através dos próprios sinais e dorme muito melhor", congratulam-se ambos.
"Ainda temos um longo caminho a percorrer no que toca às competências sociais e à fala, mas estamos a ter mais 'dias bons' e uma das atividades favoritas dela é pintar", concluem os pais, que acreditam que a expressão dos sentimentos da menina através da arte a tem ajudado a progredir.
Os quadros de Iris Grace podem ser consultados na página oficial da menina no Facebook, clicando AQUI, ou no seu site, clicando AQUI. Todos os lucros das vendas revertem para a compra de mais materiais de pintura e para o pagamento das sessões de terapia da menina.

Veja abaixo um vídeo da pequena Iris Grace a pintar um dos seus quadros.
http://videos.sapo.pt/wpJ1Zpo3WJWk4ZMrY30d

Livro: Arteterapia e Envelhecimento





Autora: Deolinda M. C. F. Fabietti
Casa do Psicólogo, 2004 - 97 páginas
O O livro 'Arteterapia e Envelhecimento' descreve, de forma clara e bem-pontuada, o processo vivenciado por mulheres maduras em um trabalho de ateliê terapêutico. Relata com sabedoria aspectos do envelhescente, apontando seus caminhos e descobertas, em um tempo de novos velhos desafios. Valoriza o olhar interno que ousa ir além, rompendo o limite de si mesma. Deolinda Fabietti, Arteterapeuta e Gerontóloga, traduz seu conhecimento em imagens que se apresentam ao leitor que vai construindo sua própria passagem por uma galeria que se constitui na medida do processo. Descreve com maestria as bases que estruturam o ateliê terapêutico como metodologia de intervenção; seu processo e sua forma. Caracteriza seu trabalho compondo aspectos que delimitam a atuação arteterapêutica em um espaço de ateliê. Explicita a importância de seguir o movimento das pessoas e do grupo assim a e suas implicações terapêuticas.


http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=W8pFy9xtiHsC&oi=fnd&pg=PR9&dq=livro+de+arteterapia+e+envelhecimento&ots=WZW6xsixZh&sig=JL79bTqjU20NjsslLeMvl0MiocI

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Museu do Tietê terá palestra e declamação de poesias para terceira idade




Todas as atividades têm o rio Tietê como tema central 

O Museu do Tietê está com uma programação voltada para o público da terceira idade. O evento "Decorando Memórias" será realizado no dia 18 de julho e contará com uma palestra e declamação de poesias, com o rio Tietê como tema central das apresentações.


O evento é gratuito, mas é necessário se inscrever pelo e-mail: opa.queroparticipar@yahoo.com.br ou pelo telefone: (11) 96464-3995. As vagas são limitadas.

A atividade é uma realização da USP Leste por meio do OPA (Orientação Particular e Orientada), que oferece diferentes maneiras para as pessoas aproveitarem seu tempo livre.

SERVIÇO
"Decorando Memórias"
Dia 18 de julho, das 8h às 17h
Parque Ecológico do Tiête - Rua Guira Acangatara, 70 - Cangaíba - São Paulo Grátis

fonte:http://saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=230565&c=6

Oficina de Arteterapia para idosos

Julho/2013
 
Oficina de Arteterapia para idosos
Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP
foto destaquesO IPq - Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP aceita pacientes voluntários a partir de 60 anos com diagnóstico de depressão, já em acompanhamento médico e tratamento medicamentoso, para participação em oficinas de arteterapia duas vezes por semana (20 sessões).
A arteterapia é uma abordagem terapêutica que utiliza recursos expressivos (pintura, desenho, modelagem e outras) para auxiliar na percepção de emoções e sentimentos, podendo proporcionar melhora dos sintomas, influindo na autoestima, motivação e autoconhecimento. 


Oficina gratuita

Responsável : Eliana Ciasca
 
Inscrições pelo e-mail: elianaciasca.ipq@gmail.com
IPq - Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
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Danças Circulares: um caminho para o bem-estar

Danças Circulares: um caminho para o bem-estar
Mais do que um tipo de dança, elas estimulam a consciência corporal, concentração, memória e flexibilidade, aumentando a autoestima e beneficiando a saúde em todos os aspectos


foto colunasato de dançar teve sua origem, provavelmente, na Pré-História, quando os homens batiam os pés no chão. Aos poucos, foram dando mais intensidade aos sons, descobrindo que podiam fazer outros ritmos, conjugando os passos com as mãos, através das palmas.

Ao longo da história da humanidade, vários tipos de dança foram criados, em especial as danças em grupo. Os primeiros registros dessas danças, através dos rituais religiosos, em que as pessoas faziam agradecimentos ou pediam aos deuses o sol e a chuva, mostram que elas surgiram no Egito, aproximadamente dois mil anos antes de Cristo.

Tomando um rápido atalho na linha do tempo para os dias de hoje, chegamos a um tipo de dança muito especial: a Dança Circular, que faz parte de um movimento mundial de resgate de danças tradicionais e contemporâneas dos povos, buscando a convivência cooperativa, o respeito por si mesmo, pelo outro e pelo planeta.

Muito mais que uma forma diferenciada de dança, as Danças Circulares funcionam como uma forma de estimular a consciência corporal, concentração, memória e flexibilidade, aumentando a autoestima e beneficiando a saúde em todos os aspectos. E, o mais importante, podem ser praticadas por pessoas de todas as faixas etárias.

Danças Circulares: um caminho para o bem-estar

Geralmente feitas em Roda, de fácil aprendizado, as Danças Circulares não exigem experiência anterior. Logo nas primeiras aulas, percebe-se, principalmente no grupo de alunos mais idosos, uma evolução do estado de ânimo com os movimentos das danças. Eles começam a se valorizar mais, vestindo-se melhor, pintando os fios brancos dos cabelos e por aí adiante.

Durante as danças, são trabalhados aspectos físicos, intelectuais, emocionais e espirituais, melhorando o ritmo e a consciência corporal, a flexibilidade mental, o conhecimento do outro, a convivência e a alegria, ajudando, assim, a espantar a tristeza e o estresse e passar a aceitar valores como a diversidade.

Nos exercícios corporais de roda são utilizadas danças indígenas, cirandas populares do Brasil, músicas clássicas como Bach e valsas de Strauss, contemporâneas, além de músicas folclóricas russas, gregas, indianas, japonesas, latinas, italianas, iranianas, entre outras.

Origens na Escócia

foto colunasA utilização da dança circular como caminho para o bem-estar teve início na cidade de Findhorn, Escócia, nos anos 1970, na Findhorn Foundation, centro de educação espiritual e holística que trabalha em estreita colaboração com outras organizações e indivíduos. A comunidade inclui mais de 40 organizações, todas interconectadas por uma visão positiva da humanidade e da Terra.

A entidade não cultua nenhuma doutrina ou crença formal. Acredita que a humanidade está envolvida num processo de expansão evolutiva da consciência, gerando novos comportamentos para a civilização, bem como uma cultura planetária impregnada de valores espirituais. Não discrimina raça, cor, idade, religião ou orientação sexual.

Recebe, anualmente, a visita de cerca de 14 mil pessoas oriundas de mais de 70 países, com o intuito de participar em seminários (workshops) e retiros espirituais.









fonte: http://www.portalterceiraidade.com.br/dialogo_aberto/saude_equilibrio/nestle_nutrensenior/index.htm

sábado, 6 de julho de 2013

Autismo: uma nova fronteira para as pesquisas

Em visita ao Brasil, o biólogo Alysson Muotri, da Universidade da Califórnia, reuniu-se com o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para propor a criação de um centro de excelência para estudos do autismo. Saiba mais sobre palestra do especialista a pais e mães


Por Marcela Bourroul - atualizada em 04/07/2013 11h29

Patrícia Brandão, Alysson Muotri e Berenice Piana durante palestra no Instituto de Psiquiatria da USP (Foto: Marcela Bourroul/ Crescer)
Neste sábado (29), o biólogo Alysson Muotri, uma das maiores referências mundiais em pesquisas sobre autismo, esteve em São Paulo, no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, para falar sobre as pesquisas que está desenvolvendo em seu centro de estudos na Universidade da Califórnia, em San Diego (EUA). A palestra - destinada a pais e mães e com apoio da CRESCER - contou ainda com a professora da USP Patrícia Beltrão Braga, que está à frente de uma pesquisa sobre autismo na Universidade, e teve abertura de Berenice Piana, cuja lei que leva o seu nome foi sancionada em dezembro de 2012, concedendo ao autista os direitos legais de todos os indivíduos com deficiência.
No evento, Muotri explicou como usa a tecnologia de células-tronco para entender o funcionamento dos neurônios de pessoas diagnosticadas com transtornos relacionados ao espectro autista.
Em seu centro de estudos, ele usa uma técnica que transforma células de pessoas adultas em células-tronco embrionárias, ou seja, células que ainda não são especializadas. Depois disso, é possível fazê-las se desenvolver novamente e diferenciá-las em células cerebrais. Como essas células tiveram origem em um indivíduo que já estava diagnosticado com um problema, é possível simular no laboratório o funcionamento dos neurônios daquele paciente em comparação com uma pessoa saudável.
A partir dessas comparações, o grupo de estudo de Muotri já conseguiu identificar uma série de diferenças na estrutura dos neurônios e como essas células respondem em conjunto (o que ajuda a entender como funciona o cérebro desses pacientes). A maior parte das pesquisas está sendo feita com portadores da Síndrome de Rett, que faz parte do espectro autista.
Outra vantagem de ter essas células em laboratório é a possibilidade de testar drogas sem precisar de voluntários num primeiro momento. Isto é, os cientistas conseguem observar a reação das células e de diversas moléculas que podem se transformar em remédios eficazes. Claro que depois do teste em laboratório é necessário fazer os testes clínicos, mas a técnica pode reduzir os custos desse processo. Por enquanto, nenhum medicamento foi validado por meio desse procedimento, até porque ele ainda é muito novo, mas é uma aposta dos pesquisadores.

Um grande número famílias enxerga no pesquisador a possibilidade de encontrar a cura para seus filhos. No entanto, durante a palestra, ele fez questão de esclarecer que ainda serão necessárias muitas pesquisas clínicas e laboratoriais para atingir esse sonho.
Outra novidade trazida pelo biólogo é que, como nos Estados Unidos já há grupos de estudo voltados para o autismo há quase uma década, também está sendo possível fazer pesquisas avaliando o histórico dos pacientes. A partir daí, há cientistas que buscam entender qual a diferença entre aqueles que evoluíram bem após alguns tratamentos e aqueles que quase não apresentaram melhoras.
Incentivo para a pesquisa nacional
A vinda de Muotri ao Brasil, no entanto, teve ainda outro objetivo. Na última quinta-feira (27), o cientista se reuniu com o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e alguns representantes da sociedade civil para propor a criação de um centro de excelência para estudos do autismo. O projeto surgiu por conta de seu interesse nessa área e do contato com pais brasileiros e pesquisadores.
A proposta é que o governo federal invista inicialmente 100 milhões de dólares para a criação de um centro onde seja possível realizar pesquisas, ensaios clínicos e testar possbilidades de tratamento. Segundo Muotri, o Brasil tem a possibilidade de sair à frente nessa área. Aqui já estão sendo desenvolvidos projetos em consonância com sua linha de pesquisa, como o Fada do Dente, coordenado pela professora da USP Patrícia Beltrão Braga, uma iniciativa inédita na América Latina.
O governo ainda não deu nenhum sinal de que colocará o projeto em prática, mas a conversa desta semana pode ter sido o pontapé inicial para uma nova realidade das pesquisas sobre o transtorno do espectro autista no país. Sobre cura ainda é difícil falar, mas como bem disse Muotri durante a palestra, citando Bill Gates: “Sempre superestimamos as mudanças que vão acontecer nos próximos dois anos e subestimamos as mudanças que acontecerão nos próximos dez. Não se deixe adormecer pela inércia.”

Sesc Pompeia apresenta exposição Mais de 'Mil Brinquedos para a Criança Brasileira'

CRESCER foi conferir a montagem da mostra que vai fazer você e sua família relembrarem bons momentos da infância. Não perca!


Por Bruna Menegueço - atualizada em 05/07/2013
Cosme e Damião, em bonecos produzidos em São Luis do Paraitinga, dão as boas-vindas (Foto: Kit Gaion)
Imagine andar por um espaço de mais de dois mil metros quadrados e relembrar a infância diante de mais de seis mil brinquedos? São carrinhos, peões, petecas, bonecos, bilboquês, blocos de montar, aviões, barcos, animais, panelas, massinhas e mais, muito mais!

Essa é a proposta da exposiçãoMais de Mil Brinquedos para a Criança Brasileira, que tem como referência a mostra Mil Brinquedos para a Criança Brasileira, apresentada em 1982, ano de inauguração do Sesc Pompeia. A primeira edição foi idealizada por Lina Bo Bardi, que projetou o prédio onde o Sesc funciona ainda hoje.

A exposição acontece a partir do dia 9 de julho, às 11h. Dos 6 mil itens expostos, 200 fazem parte da primeira mostra, incluindo uma boneca grega do século V a.C., feita de barro.

Os brinquedos ali reunidos são resultado de meses de trabalho de garimpagem pelo país feito pelos educadores Renata Meirelles e Gandhy Piorski, curadores da exposição. “Saímos em busca dos lugares que mantinham as tradições do brincar. Por exemplo, o Pará e seus brinquedos de Miriti, as populações indígenas e seus brinquedos de vínculo com a ancestralidade. Buscamos também em museus e acervos particulares de colecionadores.

Encontramos peças, para nós raras, não pela sua idade ou conservação, mas pela marca de seu uso nas mãos de uma criança. O brinquedo com o rastro da brincadeira. Uma boneca dos anos 80 com um lado dos cabelos cortados por uma menina 'cabelereira' ”, explica Piorski.

O objetivo desse trabalho minucioso, para Renata Meirelles, é que todas as pessoas sintam-se incluídas nessa exposição. “Não é fácil porque somos muitos, sem esbarrar, claro, na quantidade de brinquedos”, diz a curadora.
A direção de arte e cenografia ficou por conta de Vera Hamburger, que criou uma grande fábrica de brinquedos como cenário. “Com direito à esteira para fabricação de bonecas, encanamentos misteriosos, silos que guardam naves espaciais, enfim, a diversão dessa exposição será o passeio pelas instalações feitas para o processo de construção da brincadeira”, conta Vera.

Enquanto passeia por essa fábrica, você e sua família certamente vão se deparar com brinquedos que trarão à memória a doce lembrança da infância. Não perca!

Sesc Pompeia - Área de convivência 
Rua Clélia, 93, Água Branca, São Paulo/SP
Tel. (11) 3871-7700
Ter. a dom.: 10h às 19h
De 9/7 a 2/2/2014
Entrada: Grátis
E se você quiser mais um motivo para visitar a exposição, Vera Hamburger vai convencê-lo:
“Espero que todos encontrem, neste lugar, desde as pequenas lembranças provocadas pelo encontro de um antigo objeto do desejo até motivos para uma boa e gostosa gargalhada; que se divirtam no subir e descer das rampas, na busca contínua pelos depósitos das peças, que possam também, nesse vai e vem, realimentar suas mentes pela beleza e o aprendizado contido no brincar”.