sábado, 30 de março de 2013

Mês de abril no Museu de Arte Sacra

O Museu de Arte Sacra de São Paulo convida para o Dia Nacional do Braille.

Durante todo o mês de abril, a instituição oferecerá atividades dirigidas aos grupos com deficiência visual e aos interessados em conhecer as possibilidades de trabalho com esses públicos em equipamentos culturais.

É necessário agendamento através dos contatos:
Telefone: (11)3326.3336
E-mail :
plural@museuartesacra.org.br
Entrada: gratuita

HC de Campinas recebe nova edição do Música nos Hospitais

HC de Campinas recebe nova edição do Música nos Hospitais: na ocasião CAISM recebe doação de um piano

Veja a cobertura fotográfica do evento no nosso perfil no Facebook: www.facebook.com/caismunicamp

O saguão dos ambulatórios do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp ficou pequeno para receber nesta quarta-feira (27) a primeira edição de 2013 do projeto Música nos Hospitais, idealizado pela Associação Paulista de Medicina (APM).Pacientes e seus acompanhantes, além de profissionais do HC, fizeram uma pausa nas atividades do dia para ouvir o concerto apresentado pela Orquestra do Limiar, regida pelo maestro e médico Samir Rahme. No repertório, obras de Hendel, Mozart, Astor Piazzola, Caetano Veloso e Adoniran Barbosa, entre outros.
Esta foi a quinta vez que a Unicamp recebeu o Música nos Hospitais, sendo que quatro das apresentações ocorreram no HC. “É sempre um prazer receber o projeto aqui no hospital”, destacou o médico Luís Augusto Passeri, que falou em nome do superintendente da instituição, Manoel Barros Bértolo.
O vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Jorge Curi, afirmou que a música sintetiza as necessidades dos pacientes. “Quando falamos em qualidade da saúde, não estamos falando somente em atendimento, mas também em acolhimento. Nesse sentido, a música nos ajuda a ter uma visão mais ampla do que seja a saúde”. Na oportunidade, Curi anunciou a doação de um piano ao Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti (Caism).
Para o diretor da APM, José Renato dos Santos, o Música nos Hospitais contribui para humanizar um ambiente marcado pela dor. Na mesma linha, o regente da Orquestra do Limiar relatou que pôde presenciar ao longo dos últimos dez anos que os concertos têm de fato ajudado a amenizar o sofrimento dos pacientes. “A música é a linguagem da alma. Ela ajuda a levar esperança às pessoas”, asseverou Samir Rahme.
Olhos atentos nos músicos, a dona de casa Idalina Trevisan, moradora de Americana, cidade vizinha a Campinas, aproveitou a espera por uma sessão de fisioterapia para relaxar com os acordes da Pequena Serenata Noturna, de Mozart. Infelizmente, ela teve que deixar o local antes do final da apresentação. “Eu adoro música. Se não tivesse que fazer fisioterapia, ficaria até o fim”, garantiu.
O projeto Música nos Hospitais completa em 2013 dez anos de atividades. A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Ministério da Cultura, a APM e o grupo farmacêutico Sanofi. Até aqui, foram realizados 130 concertos em 52 hospitais de 19 cidades do país. As apresentações da Orquestra do Limiar foram assistidas por aproximadamente 35 mil pessoas.
Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2013/03/27/hc-recebe-nova-edicao-do-musica-nos-hospitais

quinta-feira, 28 de março de 2013

Jovem com síndrome de Down escolhe ser artista plástico para fugir do preconceito

21/03/2013 - 12h1

Da Agência Brasil


Brasília - As pessoas, o que elas vestem, os artistas da TV, a música e as cores do mundo inspiram o artista plástico Lúcio Piantino. Ele tem 17 anos e aos 13 pintou O Verdadeiro Amor, seu primeiro quadro. A arte acompanhou Lúcio desde sempre. Filho e neto de artistas plásticos, cresceu entre telas, tintas, pincéis e esquadros. Mas ele só tomou a decisão de pintar depois que resolveu deixar a escola, cansado de sofrer com o preconceito por ter síndrome de Down.


Jovem com Down quebra barreiras e se torna pintor profissional4 fotos

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Com quatro anos de carreira, o artista plástico Lúcio Piantino, 17 anos, já fez seis exposições individuais e acabou de fechar um contrato com uma empresa americana, que vai replicar suas obras e vender no exterior Marcello Casal Jr/ABr

Graças à batalha da mãe de Lúcio, Lurdinha Danezy, de 54 anos, e à quebra de barreiras, hoje o artista está com sua vida profissional estabilizada e começa a levar seu trabalho para o exterior. Em média, uma obra do pintor está avaliada em R$ 1 mil, o metro quadrado. A vida do garoto também virou um documentário, lançado este mês em Brasília: De Arteiro a Artista, conta a saga de Lúcio Piantino.

Depois daquele primeiro quadro, vieram muitos outros. Com quatro anos de carreira, Lúcio Piantino já fez seis exposições individuais e acabou de fechar um contrato com uma empresa americana, que vai replicar suas obras e vender no exterior. Mesmo sem ter se inspirado em grandes artistas, especialistas em arte dizem que a obra de Lúcio lembra os traços do norte americano Jackson Pollock, dos espanhóis Antoni Tápies e Pablo Picasso e do brasileiro Amilcar de Castro.

Garoto de sorriso fácil, ele cria suas obras ouvindo funk, axé, hip-hop. Disse que gosta de homenagear as pessoas com seus quadros. “Eu vejo a cor da pele, a cor da boca, a cor da calça e jogo aquelas cores nos meus quadros. É uma homenagem abstrata”. E a arte, hoje é a vida de Lúcio, o carinho que ele tem pelos seus quadros é um amor familiar. “Meus quadros são meus filhos, e as tintas são o alimento que dou para eles”.

O desenvolvimento de Lúcio como artista só foi possível por causa do esforço de sua mãe, que abriu mão da carreira de professora e do concurso público no qual tinha sido aprovada, para dar a atenção que o filho precisava. Desde a gravidez, Lurdinha evitava os médicos que diziam que seu filho seria deficiente.

Para ela, é o mundo que faz com que a pessoa se torne deficiente “Acredito muito que a pessoa com a síndrome de Down não nasce com deficiência, ela fica deficiente dependendo da forma com que a educação dela é conduzida”.

Para ajudar no desenvolvimento de Lúcio, Lurdinha sempre o estimulou, mas viu que era preciso um pouco mais para dar às crianças com síndrome de Down um crescimento com mais oportunidades.

Resolveu então, em conjunto com outras mães, criar a Associação Mães em Movimento, que trabalha para a criação e a implantação de políticas públicas para essas pessoas. Para Lurdinha, a luta dessas mães e pais, tem o seu valor “Toda a legislação [criada até agora] você pode ter certeza de que tem o dedo de um pai, ou de um grupo de pais”.

“Mas o preconceito ainda é uma das principais dificuldades”, diz a mãe de Lúcio, que mais uma vez teve que tirar o seu filho da escola por estar cansada de lidar com o preconceito e com a falta de preparo de profissionais. “É muito difícil se olhar pra uma pessoa com deficiência só como pessoa, primeiro vem a síndrome, para depois se olhar para a pessoa, se é que se olha para a pessoa”.

Mas a mãe reconhece que há avanços. Pessoas com síndrome de Down vêm sendo inseridas na sociedade e têm recebido reconhecimento. “Está mudando porque existe um investimento muito grande das famílias no desenvolvimento dessas crianças, não só por uma legislação, mas por uma consciência de que a síndrome de Down é uma diferenciação genética e não uma deficiência”.

fonte: http://noticias.uol.com.br/empregos/ultimas-noticias/2013/03/21/jovem-com-sindrome-de-down-escolhe-ser-artista-plastico-para-fugir-do-preconceito.jhtm

terça-feira, 26 de março de 2013

I Seminário Internacional da ABADS de Conscientização do Autismo

I Seminário Internacional da ABADS de Conscientização do Autismo

Público Alvo

Profissionais da educação e saúde que atuam diretamente no atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista.

Objetivo Geral
Compartilhar com a comunidade iniciativas do LAHMIEI / UFSCar na promoção do ensino e incentivo à pesquisa do Transtorno do espectro Autista (TEA) e demonstrar algumas contribuições da Análise Comportamental Aplicada (ABA) no atendimento de pessoas com TEA.

Profissionais

Prof. Dr. Celso Goyos – Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
Prof. Dr. Thomas Higbee – Utah State University
Prof. Dr. Nassim C. Elias – Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
Prof. Drª Giovana Escobal – Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
Valeria Mendes – Or. Educacional - ABADS / Mestranda - Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

Data: 02/04/2013
Horário: 13:00 às 17:00
Informações: cursos@abads.org.br
Inscrições somente pelo site: www.abads.org.br
Obs: o credenciamento será das 13:00 às 13:45, após este horário não será permitida a entrada.
Local de realização

ABADS – Associação Brasileira de Assistência e Desenvolvimento Social
Av. Morvan Dias de Figueiredo, 2801 – Vl. Guilherme – São Paulo/SP
Fone: (11) 2905-2674 – Ramal 228/218

fonte: http://www.abads.org.br/view_materia.php?i=457&s=48

sábado, 23 de março de 2013

Simpósio de Arte-Educação no RJ

 


 

Título: Simpósio de Arte-Educação - Educar com Arte e a Arte de Educar
Autor: Wak Projetos Culturais

|





Sinopse:
em breve programação

CERTIFICADO 13h

Realização: Wak Projetos Culturais

Local: Colégio Pedro II – Auditório Mario Lago

Rua Campo de São Cristóvão, 177 – São Cristóvão – Rio de Janeiro/RJ.

(em frente ao Centro de Tradições Nordestinas)

Valor: R$ 140,00

Inscrição: www.wakeditora.com.br

Informações: (21) 3208-6113 / 3208-6095

wakeditora@uol.com.br

Simpósio de Arteterapia no RJ



 

 
Título: Simpósio de Arteterapia - a construção de caminhos e os campos de atuação
Autor: Wak Projetos Culturais

|


inopse:em breve programação

CERTIFICADO 16h

Realização: Wak Projetos Culturais

Local: Colégio Pedro II – Auditório Mario Lago

Rua Campo de São Cristóvão, 177 – São Cristóvão – Rio de Janeiro/RJ.

(em frente ao Centro de Tradições Nordestinas)

Valor: R$ 180,00

Inscrição: www.wakeditora.com.br

Informações: (21) 3208-6113 / 3208-6095

wakeditora@uol.com.br

Caminhada dia 07 de abril na Paulista

Familiares e amigos, venham prestigiar a nossa caminhada dia 07.04 as 9h, Av.Paulista/SP, em apoio a conscientização sobre o Autismo.
Será feito de distribuição de água gratuita, mas pedimos a todos os pais que levem os seus lanchinhos e sucos de seus filhos para que possamos respeitar a particularidades de preferência de cada um dos (as) autistas. Compareçam, divulguem!!!


Dia 02 de Abril – Iluminação do Santuário Nacional Aparecida na cor AZUL

Dia 02 de Abril – Iluminação do Santuário Nacional Aparecida na cor AZUL

Dia 02 de Abril – Iluminação do Santuário Nacional Aparecida na cor AZUL
Aparecida-do-Norte
No dia 02 de AbrilDia Mundial de Conscientização do Autismo – através da ONG Autismo & Realidade, será realizada uma Homenagem Musical Sinfônica no Santuário Nacional Aparecida.
Haverá transporte gratuito disponível para pessoas com AUTISMO e seus familiares.
 
Local do encontro e retorno:
Rua Eça de Queiroz, 680 – Vila Mariana – São Paulo
- Horário de saída do ônibus: 14h00
- Horário previsto de chegada a São Paulo: 22h30
Reservas:
Bruna (11) 2389-4332 ou bruna@autismoerealidade.org
 

Foi em 11 de Outubro de 2012

Centro municipal para tratamento de autistas é inaugurado

O Centro Municipal vai atender crianças de 14 meses de idade a 14 anos e pretende ser um local de atendimento a pessoas que sofrem desta disfunção

Autistas contarão com espaço para atendimento na capital
Autistas contarão com espaço para atendimento na capital (Rodrigo Brandão/Semcom)
Trabalhos voltados para desenvolvimento global e multidisciplinar do autista, aprimorando habilitação, reabilitação, potencialização das habilidades e fortalecimento de vínculos familiares e comunitários serão as atividades desenvolvidas no Centro Municipal de Atenção Integrada ao Autismo que é inaugurado em Manaus na manhã desta quinta (11).
O Centro Municipal vai atender crianças de 14 meses de idade a 14 anos e pretende ser um local de atendimento a pessoas que sofrem desta disfunção. O espaço ficalizado na rua Sapeaçu (antiga rua 18), nº 380, Alvorada II, zona Centro-Oeste.
As crianças terão atendimento com neurologista (neuro infantil e adulto), psiquiatra, fonoaudiologista, odontologia, fisioterapia, terapia ocupacional, nutrição e enfermagem. E atividades de natação, prática desportiva, informática, arteterapia, brinquedoteca, musicoterapia, hidroterapia e circuito psicomotor.
As atividades serão promovidas pelas secretarias municipais de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), Educação (Semed) e Saúde (Semsa).
Autismo
Dados da Semasdh apontam que existem cerca de 20 mil autistas em Manaus, porém, segundo a titular da pasta, Mônica Melo, o número pode ser bem maior devido à quantidade de pessoas que não buscam tratamento.

terça-feira, 19 de março de 2013

Congresso Latinoamericano de Arteterapia

Congresso Latinoamericano de Arteterapia

Buenos Aires: data prevista: 13-15 de Novembro de 2013.

Em breve: convocatória para apresentação de trabalhos.

sábado, 16 de março de 2013

Cinema recheado

Posted: 14 Mar 2013 12:44 PM PDT




Tatiana Babadobulos

Francisco Brennand. Brasil, 2012. Direção: Mariana Brennand Fortes. Roteiro: Anna Clara Peltier, Livia Arbex, Mariana Brennand Fortes, Rafael Lessa. Com: Francisco Brennand e Hermila Guedes. 75minutos

O artista plástico pernambucano Francisco Brennand vive em uma antiga propriedade de sua família, no meio da mata do bairro da Várzea do Capibaribe, em Recife. Vivia fechado, com luz artificial, mas em 1987 abriu a janela e, como ele mesmo disse, “a janela me colocou em contato com mundo”. Agora, é o mundo que pode ter contato com a obra de Brennand, a partir do documentário “Francisco Brennand”, de autoria de sua sobrinha-neta, a cineasta Mariana Brennand Fortes. O longa-metragem estreia nesta sexta-feira, 15, depois de ter sido escolhido pelo júri da Abraccine (Associação Brasileira dos Críticos de Cinema) como Melhor Filme, na categoria Novos Diretores, durante a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em 2012.



Depois de se formar cineasta, Mariana decidiu, em 2002, fazer o documentário, com o objetivo de entender a obra de seu tio-avô e todo o seu parque de esculturas no qual vive. Porém, além das esculturas que podem ser facilmente observadas na Oficina Brennand construída nas ruínas de uma velha fábrica de cerâmica, a diretora descobriu mais de mil pinturas e desenhos executados em diversas técnicas. E não foi só. Mariana também mergulhou nos diários que ele escreve desde os 25 anos –o artista completa 85 este ano.

O longa apresenta a obra e conversa com Francisco Brennand, além de narrações em off com voz da atriz pernambucana Hermila Guedes, cujo texto foi baseado nos próprios diários do artista. Há cenas engraçadas, como quando Brennand espia a mulher bonita que ele mesmo pintou e conta que se inspirou em uma conhecida. O bom humor está presente no documentário, mas não é o forte da trama.


As esculturas não têm preocupação realística, ao contrário dos quadros. E, durante as conversas, Brennand aproveita para citar grandes artistas europeus, como Rodin, Matisse e Picasso, além de uma homenagem a Gaugin.

“Francisco Brennand” conta, poeticamente, a história do artista plástico que vive fechado em sua propriedade no nordeste do país para criar esculturas e pintar quadros. Como o texto foi criado a partir dos diários do artista, existe uma explicação para a cansativa narração em off. Mas há também depoimentos bem-humorados do próprio artista, o que dá fôlego às sequências.

Outro ponto positivo do filme de Mariana Brennand Fortes é a fotografia de Walter Carvalho, que utilizou a câmera na mão, sem luz artificial, para poder percorrer todo o parque das esculturas e também para que Francisco pudesse interagir de maneira intimista.

Na Mostra de Cinema, os jurados da Abraccine tinham 14 obras para escolher de cineastas que já tinham feito até no máximo dois filmes. Mariana já havia filmado, em 2010, o documentário “O Coco, a Roda, o Pneu e o Farol”, selecionado para o Festival de Biarritz.

quarta-feira, 13 de março de 2013

"SEMANA DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE ...AUTISMO EM GUARULHOS."

 

 
Dias 02 à 06 de Abril de 2013

 Evento gratuito, para participar, envie um email para : ciaag.inscricoes@hotmail.com, com seu nome completo, endereço, telefone para contato e qual palestra você quer participar.
Contamos com a participação de todos !!

" Incluir socialmente, é muito mais do que aceitar "

Pesquisadores lançam revista sobre autismo

Especiais


13/03/2013

Por Elton Alisson

Agência FAPESP – A pesquisa sobre o transtorno do espectro autista – uma disfunção global do desenvolvimento que afeta as capacidades de comunicação, socialização e comportamento de milhares de pessoas em todo o mundo – vem obtendo avanços nos últimos anos que apontam para a melhoria da avaliação e do tratamento do distúrbio comportamental.

Alguns dos resultados de estudos realizados nesse campo do conhecimento são publicados em diversas revistas científicas internacionais.

Nenhuma dessas publicações, no entanto, é direcionada especificamente à divulgação de resultados de pesquisas relacionadas à análise do comportamento para avaliação e tratamento do transtorno do espectro autista.

“Há várias revistas científicas internacionais sobre autismo, que abrangem diferentes áreas, mas nenhuma delas tem ênfase na análise do comportamento de indivíduos com o transtorno do espectro autista”, disse Celso Goyos, professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), à Agência FAPESP.

De modo a suprir essa carência, Goyos e um grupo de pesquisadores de diferentes países lançou uma revista científica internacional on-line com esse foco.

Intitulado International Journal of Behavior Analysis & Autism Spectrum Disorders (IJOBAS), o periódico, de livre acesso, publicará artigos originais sobre pesquisas aplicadas, translacionais ou experimentais na área.

“Nós pretendemos atrair artigos de qualidade sobre pesquisas relacionadas especificamente à análise do comportamento, que possam ser utilizadas para avaliação e tratamento de pessoas com transtorno do espectro autista e, ao mesmo tempo, deixar espaço para outras publicações, que têm a intenção de serem mais abrangentes, abarcarem outras áreas”, afirmou Goyos.

ESPCA sobre Autismo

De acordo com o pesquisador, o periódico é resultado de um projeto idealizado há vários anos, que por diversas razões se concretizou por meio da realização de uma Escola São Paulo de Ciência Avançada: Avanços na Pesquisa e no Tratamento do Comportamento Autista (ESPCA Autism), na UFSCar, no início de 2012.

Realizado no âmbito da ESPCA, modalidade de apoio da FAPESP, o evento foi organizado por Goyos em parceria com os pesquisadores Caio Miguel, da California State University, e Thomas Higbee, da Utah State University, dos Estados Unidos, e reuniu aproximadamente 60 convidados estrangeiros, provenientes, principalmente, da América do Norte e da Europa.

Uma das questões que os pesquisadores discutiram durante o encontro foi a necessidade de se criar meios de divulgação dos resultados das pesquisas realizadas na área de análise do comportamento de autistas, em que a maioria dos convidados do evento atua.

Com base nas discussões, os organizadores da ESPCA sobre autismo decidiram publicar um livro on-line – que está em processo de edição e, possivelmente, será de livre acesso – sobre os trabalhos apresentados durante o encontro.

Na avaliação deles, contudo, há um número expressivo de estudos em andamento que necessitaria de mais publicações. Com base nessa constatação, decidiram lançar uma revista científica específica sobre o assunto.

“Existe apoio empírico robusto e abundante para a eficácia da abordagem comportamental aplicada ao tratamento do transtorno do espectro autista”, afirmou Goyos.

Revista internacional

Para lançar a revista, foi formado um corpo editorial composto por Goyos, como editor-chefe, além de Higbee e Brian Iwata, da Universidade da Flórida (EUA), Jeff Sigafoos, da Victoria University of Wellington (Nova Zelândia), Neil Martin, da Queens University e da Universidade de Kent (Reino Unido), Dickie Yu, da Universidade de Manitoba (Canadá), Giovana Escobal e Nassim Elias, ambos da UFSCar, como editores associados.

Segundo Goyos, a ideia era de que a publicação tivesse um caráter internacional e reunisse especialistas com larga experiência na área e pesquisadores em início de carreira – nos mesmos moldes das ESPCAs apoiadas pela FAPESP, que unem pesquisadores de grande reputação em suas áreas e estudantes de pós-graduação.

“Tentamos aplicar no periódico a mesma concepção das ESPCAs realizadas pela FAPESP”, disse Goyos.

Os pesquisadores também tiveram a preocupação de disponibilizar a publicação em um sistema on-line de livre acesso já adotado por algumas revistas científicas brasileiras – chamado Open Journals Systems (OSJ) –, de modo que os usuários possam navegar livremente pela página, submeter artigos e ter acesso a todo o conteúdo da revista, após registrar-se gratuitamente.

“Por ser on-line, a revista terá um dinamismo bem maior do que as publicações tradicionais na área, que são impressas”, avaliou Goyos.

Visibilidade no exterior

De acordo com Goyos, a meta é indexar a publicação nas principais bases de revistas científicas internacionais, como a SciELO, apoiada pela FAPESP, de modo a contribuir para aumentar a visibilidade no exterior das pesquisas realizadas no Brasil.

“Estamos nos tornando referência na área, mas a visibilidade das nossas pesquisas no exterior ainda é tímida”, afirmou Goyos. “Esperamos que ter uma revista científica na área instalada no Brasil, com brasileiros no corpo editorial, possa alavancar o conhecimento produzido no país em pesquisa sobre o transtorno do espectro autista e colocá-lo na vitrine internacional.”

O comitê editorial da revista convida pesquisadores, de todos os países e continentes, a submeterem seus artigos para publicação na primeira edição do periódico, prevista para junho. Os procedimentos para submissão de artigos podem ser acessados no site da revista.

fonte: http://agencia.fapesp.br/16957

segunda-feira, 11 de março de 2013

Animais desinibem crianças com autismo


XXII Congresso Brasileiro da ABENEPI – 29 de Maio a 1º de Junho de 2013

XXII Congresso Brasileiro da ABENEPI – 29 de Maio a 1º de Junho de 2013
TDAH, Autismo, Transtornos de Aprendizagem.
Data limite para envio de Tema Livre: 10/04/2013

 

Exercício de curta duração pode ser usado como tratamento para TDAH e autismo

Tipo de atividade aumenta fluxo de sangue para região do cérebro que tem papel vital na concentração e aprendizagem

 
Foto: Prodigy
Exercícios físicos de pouca duração melhoram autocontrole e podem ajudar no tratamento de TDAH e autismo
 
Exercícios físicos de pouca duração melhoram autocontrole e podem ajudar no tratamento de TDAH e autismo
 
Exercícios físicos de pouca duração podem ajudar a melhorar o autocontrole, de acordo com pesquisadores da VU University Amsterdam, na Holanda.
Os dados mostram que a 'explosão' dos exercícios aumenta o fluxo de sangue e oxigênio para o córtex pré-frontal do cérebro, que desempenha papel vital na concentração e aprendizagem.
A equipe sugere que a estratégia pode ser usada como um tratamento útil para condições como o autismo e TDAH (transtorno de déficit de atenção com hiperatividade).
"Estes efeitos positivos do exercício físico na inibição / interferência de controle são encorajadores e altamente relevantes, dada a importância do controle inibitório e controle de interferência na vida diária. A inibição é essencial para a regulação do comportamento e emoções em ambientes sociais, acadêmicos e esportivos", afirmam os pesquisadores.
A equipe acrescentou que a atividade física também pode ajudar a retardar os estragos da doença de Alzheimer.
"Dada a tendência para um estilo de vida mais sedentário, o envelhecimento no mundo inteiro e aumento da prevalência de demência, os resultados ressaltam a importância de se envolver em atividade física na população em geral", destacam os pesquisadores.
Os cientistas analisaram 19 estudos publicados até abril de 2012, que analisaram o impacto de exercícios de curta duração na função cerebral em 586 participantes com idade de seis a 35 anos de idade.
Eles descobriram que 12 desses estudos analisaram autocontrole e todos apresentaram melhores níveis em todas as faixas etárias.
A pesquisa foi publicada no British Medical Journal.
 

Muitas crianças autistas não verbais superam atrasos severos de linguagem

Muitas crianças autistas não verbais superam

atrasos severos de linguagem


Imagem: Autism Speaks
Imagem: Autism Speaks

Muitos pais de crianças autistas ouviram que, se seus filhos não estivessem falando por volta dos 4 ou 5 anos, eles ou elas, provavelmente, não iriam mais fazer isso. Alguns pesquisadores contrariaram essa visão – citando casos de crianças que desenvolveram linguagem durante o ensino fundamental ou até na adolescência. Hoje, um estudo com mais de 500 crianças confirma esses relatos promissores. Ele saiu online hoje no jornal Pediatrics.

Cientistas do Centro para Autismo e Transtornos Relacionados, em Baltimore, pesquisaram informações de 535 crianças, entre os 8 e 17 anos de idade, diagnosticadas com autismo e com atraso severo de linguagem aos 4 anos. Nessa idade, os atrasos de fala dessas crianças variavam do totalmente não verbal até o uso de palavras isoladas ou frases sem verbos.
Os pesquisadores descobriram que, de fato, muitas dessas crianças progrediram no sentido de adquirir linguagem. Quase metade (47%) se tornaram fluentes na fala. E quase dois terços (70%) podiam falar usando frases simples.
Os pesquisadores também queriam entender os fatores que poderiam prever se uma criança autista com atraso severo de linguagem poderia, eventualmente, desenvolver a fala. Eles descobriram que a maioria das crianças que desenvolveu linguagem tinha QIs mais altos (avaliados em testes não verbais) e grau de comprometimento social mais baixo. E o que é mais surpreendente: os pesquisadores descobriram que o nível de comportamentos repetitivos e interesses restritos da criança NÃO afetou a probabilidade de desenvolver linguagem.
“Essas descobertas dão esperança aos pais, de que seus filhos com atrasos de linguagem vão desenvolver-se no sentido de adquirir a fala no ensino fundamental ou até na adolescência”, disse Geraldine Dawson, Ph.D e líder da divisão de Ciência da Autism Speaks. “O destacamento de premissas importantes na aquisição da linguagem – especialmente o papel das habilidades cognitivas e sociais não verbais – também sugere que focar nessas áreas na intervenção precoce irá ajudar a promover a linguagem.”

Link para a matéria original em inglês: http://www.autismspeaks.org/science/science-news/many-nonverbal-children-autism-overcome-severe-language-delays

Incentivan con música habilidades de niños con ceguera en el Cenart

 

Cultura •
 
Bajo el título “Círculo de tambores”, la percusionista Rosaura Grados Chavarría, busca reunir a niños con debilidad o pérdida visual con el propósito fomentar la inclusión e integración social a través de la igualdad.
 
México • Un espectáculo de música centrado en el crecimiento y desarrollo personal y comunitario de niños invidentes o con debilidad visual, se presentará hasta el 24 de marzo en la Pérgola de la Escuela Superior de Música, del Centro Nacional de las Artes (Cenart).
Bajo el título "Círculo de tambores", el proyecto congrega a decenas de niños con ceguera y debilidad visual alrededor de varios tambores y, mediante la música y el ritmo, denotan una exploración sobre sus habilidades como la cooperación, el desenvolvimiento y la comunicación en grupo.
Forma parte del programa "Música para todos", dirigido por la percusionista Rosaura Grados Chavarría, quien pretende a través de esta actividad crear un esquema de sensibilización a la música e integración social, enfocado a niños, jóvenes y adultos con ceguera, debilidad visual y auditiva, informó a través de un comunicado el Cenart.
"Sacar al músico que todos llevan dentro" es uno de los objetivos de esta iniciativa que busca eliminar las prácticas e inercias que limitan el acceso a la cultura musical, el desarrollo y el aprendizaje, sin distinción de raza, sexo o condición física.
Rosaura Grados explicó que "Música para todos" tiene como objetivo "promover y fomentar la inclusión e integración social a través de la igualdad en el acceso a la cultura musical para toda la población, buscando combatir la discriminación cultural y la exclusión social de grupos vulnerables que por su condición física o social suelen ser objeto de discriminación en nuestro país".
Granados buscó diversas estrategias didácticas para que sus alumnos asimilen ese primer recuerdo auditivo, mediante las percusiones del tambor. De este modo compensa y potencializa el proceso de aprendizaje de los niños con problemas visuales.
Asimismo, comentó que el trabajar con niños invidentes, con debilidad auditiva e incluso con autismo, le permitió llegar a la conclusión que el tener una discapacidad no es una limitante para el aprendizaje musical.
La percusionista admitió que "la música no es la panacea que remediará todos los males de este mundo", pero se dijo convencida de que a medida que más personas puedan comprender el significado y la belleza del arte a través de la música se contribuirá a reducir la desigualdad en la sociedad, no sólo la económica, sino también la cultural.


fonte: http://theautismnews.com/latest-news/espanol/incentivan-con-musica-habilidades-de-ninos-con-ceguera-en-el-cenart/

Secretaria abre consulta pública para Programa Estadual de Atendimento a Pessoa com Deficiência Intelectual, até 24 de março

22/02/13 19h22

Secretaria abre consulta pública para Programa Estadual de Atendimento a Pessoa com Deficiência Intelectual, até 24 de março


A parceria entre nove Secretarias Estaduais visa igualdade e direitos para as pessoas com deficiência intelectual. A sociedade pode participar com propostas.



A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, em parceria com outras oito Secretarias Estaduais, coloca em consulta pública os princípios e diretrizes que nortearão o Programa Estadual de Atendimento a Pessoa com Deficiência Intelectual.

O programa visa apresentar diretrizes para garantia de igualdade de direitos e de oportunidades para as pessoas com déficit cognitivo. Conta com a participação das seguintes Secretarias do Governo do Estado de São Paulo: Saúde; Educação; Desenvolvimento e Assistência Social; Emprego e Relações do Trabalho; Esporte, Lazer e Juventude; Cultura; Justiça e Defesa da Cidadania; Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia; e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Os princípios do programa buscam o reconhecimento do indivíduo com deficiência como sujeito de direitos, além de garantia de igualdade e de oportunidade às pessoas com deficiência e articulação e integração de programas e serviços efetivos na busca da qualidade de vida da pessoa com deficiência intelectual.

Para que o programa esteja ainda mais alinhado com as necessidades desse público, as Secretarias abrem espaço para que a sociedade encaminhe suas contribuições. O prazo para envio desse subsídio é até 24 de março, somente pelo e-mail consultapublica.pcdi@sp.gov.br .

Findo o prazo, as contribuições serão analisadas para que sejam incorporadas ao Programa.


Atribuições de cada Secretaria

Cada Secretaria terá um papel importante e distinto neste programa. A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência será a responsável por gerar e disseminar conhecimento sobre a deficiência intelectual, incentivar e promover a realização de Seminários, Encontros, entre outros, que fomente a troca de informações e amplie o conhecimento sobre o tema, além de monitorar a execução do Programa Estadual de Atendimento à Pessoa com Deficiência Intelectual, a ser implantado no Estado.

A área da Saúde ficará responsável por implantar programas e ações voltadas à prevenção desse tipo de deficiência, bem como estabelecer protocolos para seu diagnóstico e definir uma política de atendimento a esses pacientes.

A Secretaria de Educação ficará responsável pela capacitação de profissionais para detectar sinais de atraso no desenvolvimento cognitivo das crianças, bem como garantir estímulo adequado. Além disso, implantará uma Política de Avaliação do Desenvolvimento dos alunos com Deficiência Intelectual incluídos na rede regular de ensino e nas escolas especializadas.

O mapeamento e organização da rede de atenção à pessoa com deficiência intelectual ficarão por cargo da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social. Além disso, ela terá de definir política de atendimento para as pessoas com deficiência intelectual adulta ou idosa e fortalecer a rede de proteção à criança e adolescente com deficiência intelectual no Estado.

A Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho incentivará a contratação de pessoas com Deficiência Intelectual no mercado de trabalho e criará estratégias para o financiamento de Programas de Capacitação e Inclusão Profissional voltadas à pessoa com Deficiência Intelectual.

Na área do esporte, a Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude incentivará a inclusão da pessoa com deficiência intelectual nos jogos e atividades esportivas de seu calendário, além de fomentar e incentivar a participação dos alunos com deficiência intelectual nas Olimpíadas Escolares.

A Secretaria da Cultura se encarregará de promover a inclusão da pessoa com deficiência intelectual nos equipamentos de cultura do Estado, bem como incentivar a produção artística.

A Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania ficará responsável pela formação dos atores do Sistema de Justiça sobre a Deficiência Intelectual, direitos e paradigmas e pela articulação e mobilização da Rede de Defesa de Direitos, para que haja informações qualificadas sobre a deficiência intelectual.

A disseminação de boas práticas de inclusão e a realização de estudos e pesquisas em favor da prevenção, inclusão e melhora da qualidade de vida da pessoa com deficiência intelectual ficarão por conta da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia.


SERVIÇO

Consulta Pública para o Programa Estadual de Atendimento a Pessoa com Deficiência Intelectual
Prazo:
22 de fevereiro a 24 de março de 2013.
Programa: http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/usr/share/documents/CONSULTA_PUBLICA_PEDPcDI.pdf
Propostas para:
consultapublica.pcdi@sp.gov.br

Participe!

fonte: http://pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=1130&c=31

sábado, 9 de março de 2013

3º Simpósio Internacional da Síndrome de Down

3º Simpósio Internacional da Síndrome de Down





Local: Sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 - portão 10 - antigo bloco Parlatino - Barra Funda
Promotor: Instituto Alana

                                Data: 21 a 23 de Março de 2013
 

Data: 02/04/2013 - I Seminário Internacional da ABADS de Conscientização do Autismo

 I Seminário Internacional da ABADS de Conscientização do Autismo

Público Alvo
Profissionais da educação e saúde que atuam diretamente no atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista.

Objetivo Geral
Compartilhar com a comunidade iniciativas do LAHMIEI / UFSCar na promoção do ensino e incentivo à pesquisa do Transtorno do espectro Autista (TEA) e demonstrar algumas contribuições da Análise Comportamental Aplicada (ABA) no atendimento de pessoas com TEA.

Profissionais

Prof. Dr. Celso Goyos – Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
Prof. Dr. Thomas Higbee – Utah State University
Prof. Dr. Nassim C. Elias – Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
Prof. Drª Giovana Escobal – Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
Valeria Mendes – Or. Educacional - ABADS / Mestranda - Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

Data: 02/04/2013
Horário: 13:00 às 17:00
Informações: cursos@abads.org.br
Inscrições somente pelo site: www.abads.org.br
Obs: o credenciamento será das 13:00 às 13:45, após este horário não será permitida a entrada.
Local de realização

ABADS – Associação Brasileira de Assistência e Desenvolvimento Social
Av. Morvan Dias de Figueiredo, 2801 – Vl. Guilherme – São Paulo/SP
Fone: (11) 2905-2674 – Ramal 228/218

fonte: http://www.abads.org.br/view_materia.php?i=457&s=48

quarta-feira, 6 de março de 2013

Jovens com síndrome de Down são os astros do filme Colegas que estreia na sexta-feira (1º)

 

Um dos atores é fã de Sean Penn e fez campanha na internet para o astro visitar o Brasil
 
 
 
Sem a preocupação de parecer politicamente correto ou assistencialista, o longa brasileiro Colegas, que estreia nesta sexta-feira (1º), conta a história de três jovens com síndrome de Down que fogem de uma instituição para alunos especiais em uma jornada que passa por três estados brasileiros até a Argentina.
O filme é dirigido por Marcelo Galvão, que diz ter se inspirado no seu tio materno, Márcio, que também tinha síndrome de Down, para criar essa história.
— Tratamos a síndrome de Down sem preconceito — diz o diretor. — Nunca tive problemas em falar do assunto porque meu tio tinha Down. Para mim, este é um filme sobre três amigos fazendo maluquices. Por acaso eles têm síndrome de Down.
O longa, que teve orçamento de R$ 5,5 milhões, deverá entrar em cartaz em 100 salas.
No roteiro, os amigos Stalone (interpretado por Ariel Goldenberg), Aninha (Rita Pokk) e Márcio (Breno Viola) são fãs de cinema e cada um deles tem um sonho. Stalone quer conhecer o mar, Aninha quer se casar e Márcio quer voar. Para realizá-los, os três roubam o carro de Arlindo (Lima Duarte), diretor do instituto onde estão internados, e viajam pelo país.
Colegas
O ator Ariel Goldenberg sonha em conhecer Sean Penn
(Foto: Divulgação)
— Eu decoro fácil os textos — explica o ator Ariel Goldenberg. — O filme é um faz de contas divertido. Tudo é lúdico — completa o protagonista que se considera o braço direito do diretor e o responsável pelo marketing do filme. Ariel, aliás, é casado com a atriz Rita.
— Os jornalistas não se cansam de me perguntar como conheci o Ariel — lembra a atriz. Ela destaca que sofreu muito para interpretar uma cena onde um dos personagens morre. — Lembrei da morte do meu pai. Foi muito difícil — diz ela.
 
Os personagens, para conseguirem dinheiro, assaltam restaurantes com uma arma de brinquedo e a todo momento recitam frases de filmes famosos como E o Vento Levou..., Pulp Fiction, entre outros. A imprensa e a polícia, então, ficam no encalço do trio, dizendo que eles são extremamente perigosos, com destaque para os desastrados policiais Souza (Deto Montenegro) e Portuga (interpretado pelo ator português Rui Unas). O elenco conta ainda com os atores Juliana Didone, Marco Luque e Leonardo Miggiorin.

— Eu estava procurando trabalho no Brasil e fui convidado para o filme — diz o ator português Rui Unas, de 39 anos de idade e 17 de carreira. — O cinema brasileiro é maior em quantidade e qualidade — completa o ator que também busca papéis em novelas, assim como seus colegas portugueses Ricardo Pereira e Paulo Rocha.
O resultado do trabalho é um road movie divertido e cheio de aventuras e que não fica devendo a nenhum filme do gênero estrelado por atores famosos. A saga despretensiosa do trio contagiou as plateias dos festivais por onde passou, ganhando importantes prêmios como o Kikito, no Festival de Gramado.
Colegas
A atriz Rita Pokk em ação no set interpretando uma garota que sonha em se casar
(Foto: Divulgação)
#VemSeanPenn
Ariel Goldenberg na vida real também tem um sonho. O ator é fã do astro americano Sean Penn e promoveu nas redes sociais uma campanha para trazer o ator para o Brasil.
— Sou fã de Sean Penn. Gosto do filme I Am Sam — diz Goldenberg, citando o filme onde o ator interpreta um deficiente mental.
Em um vídeo de seis minutos, Goldenberg faz um apelo Sean Penn par vir ao Brasil. No vídeo, atores brasileiros como Lima Duarte, Juliana Paes, entre outros, convidam o astro de Hollywood a visitar o Brasil.
O vídeo fez tanto sucesso, que Ariel deu entrevistas para vários canais de TV e ajudou a divulgar ainda mais o filme. Ao todo, a campanha já foi vista mais de um milhão de vezes no YouTube.
— Estou na expectativa. A esperança é a última que morre. Acho que ele vem sim — diz Goldenberg.
Para o futuro, Goldenberg quer produzir e dirigir filmes e novelas. — Quero fazer um filme que fale sobre o preconceito contra as pessoas que têm síndrome de Down.
Depois de ganhar tantos prêmios e estrelar um filme, Ariel, realmente, não tem mais motivos para duvidar de nada.


fonte:http://entretenimento.r7.com/cinema/noticias/jovens-com-sindrome-de-down-sao-os-astros-do-filme-colegas-que-estreia-na-sexta-feira-1-20130227.html

Adaptações de materiais