sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Número de idosos que moram sozinhos triplica em 20 anos

25/12/2013 - 02h50

Número de idosos que moram sozinhos triplica em 20 anos


CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO
 
Aos 89 anos, o militar aposentado Augusto Sonesso esbanja saúde. Vai ao clube diariamente, faz musculação, nada e joga bilhar com os amigos. Viúvo há três anos, tem filho, nora e netos, mas prefere morar sozinho.
Porteiros são treinados para ajudar idosos
Empresas investem em assistência à distância para idosos
 
Ele faz parte de um contingente que cresce no país: o de idosos vivendo sós.
Editoria de Arte/Folhapress
Entre 1992 e 2012, o número deles triplicou, passando de 1,1 milhão para 3,7 milhões –um aumento de 215%, segundo as PNADs (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), do IBGE.
No mesmo período, a população de idosos acima de 60 anos passou de 11,4 milhões para 24,8 milhões, um crescimento de 117%.
Há várias hipóteses para explicar a tendência, entre elas a feminização do envelhecimento. Entre os idosos hoje morando sozinhos, 65% são mulheres.
"Em geral, elas já criaram os filhos, estão viúvas ou separadas e querem manter autonomia", diz Alexandre Kalache, que já dirigiu o programa de envelhecimento da Organização Mundial da Saúde e preside o Centro Internacional de Longevidade.
Mas mesmo entre os homens, há sinais de uma maior independência. O percentual dos que vivem sozinhos passou de 31% para 35% nas últimas duas décadas.
Segundo Kalache, outra explicação é o fato de que hoje existe uma maior dispersão e fragmentação das famílias, com muitos filhos não morando na cidade dos pais.
Essas mudanças, associadas ao aumento da longevidade, têm levado as pessoas a ver com mais naturalidade a decisão de um idoso morar sozinho, de acordo com Marília Berzins, doutora em saúde pública pela USP e presidente do Observatório da Longevidade.
"O que antes era tido como sinal de abandono, agora é visto como autonomia."
Leonardo Soares/Folhapress
O aposentado Augusto Sonesso, 89, que vive só e utiliza serviços de uma teleassistência para idosos
O aposentado Augusto Sonesso, 89, que vive só e utiliza serviços de uma teleassistência para idosos

SUPORTE

De olho nesse filão, empresas estão investindo em produtos que dão suporte aos idosos que vivem sós.
É a chamada teleassistência, por meio da qual centrais que funcionam 24 horas monitoram o idoso dentro e fora de casa (veja texto ao lado).
Augusto Sonesso é um dos usuários dessas tecnologias. Tem uma pulseira com identificação e alarme e já precisou de ajuda duas vezes, quando sofreu queda de pressão e desmaiou. "Isso me deixa mais mais seguro de viver sozinho", diz ele.
O filho, Eduardo, e a nora, Maria Teresa, moram na Granja Viana, a 20 km do apartamento onde Sonesso vive, no Paraíso (zona sul).
"Em uma emergência, não dá tempo de chegar. Ficamos mais tranquilos sabendo que, se acontecer algo, a empresa nos avisa imediatamente e providencia socorro rápido", afirma Maria Teresa.
SERVIÇOS PÚBLICOS

Mas, segundo os especialistas, há muitos idosos vivendo sozinhos, sem amparo da família e sem condições de bancar assistência privada.
Alguns municípios começam a se organizar para oferecer serviços públicos de teleassistência. A cidade de Joinville (SC), por exemplo, já implantou um e Santos desenvolve um projeto piloto.
"Com o envelhecimento da população, esse tipo de assistência será fundamental. O poder público precisa se organizar para isso, como já fizeram países como Portugal e Inglaterra", diz Kalache.
Em São Paulo, há um projeto da prefeitura de oferecer teleassistência a 10 mil residências onde moraram idosos sozinhos ou que ficam muito tempo a sós porque os filhos trabalham fora.
A proposta, segundo Marília Berzins, autora do projeto, é priorizar idosos acima de 70 anos, com pelo menos três doenças crônicas, como diabetes e cardiopatias.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal da Saúde, há um processo de abertura de licitação em andamento para a contratação do serviço em 2014.

sábado, 23 de novembro de 2013

Arteterapia e Autismo

Arteterapia E Autismo

Connor tem 14 anos de idade e tem autismo. Ao longo dos anos sua mãe achou difícil obter Connor se envolver em atividades. Mas não foi até que ela ouviu falar sobre Arteterapia que ela encontrou a chave para abrir a porta para a sua criatividade, comunicação e sentimentos.

Veja como sua Arte Terapeuta Kathy, descreve os benefícios que a arte tem para crianças com autismo. Arte ajuda a envolver, narrar a linguagem, e oferece oportunidades para ser flexível, tomar decisões e idéias expressas.

(tradgoogle)
 http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Dc2J6WZvfUY
 
http://autismawarenesspage.com/art-therapy-and-autism/#8bJWdZ1fjVWWFGtc.99
 

Projeto Guri ensina música para crianças autistas em Sorocaba


16/11/2013 15h32 - Atualizado em 16/11/2013 15h32

Projeto Guri ensina música para crianças autistas em Sorocaba

Crianças têm melhora no comportamento e socialização.
Três alunos de institutição recebem aulas de música.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí
 
Em Sorocaba (SP), autistas aprendem com a música a conviver melhor com os colegas e a ter mais disciplina. E para conseguir resultados cada vez melhores os professores estão se capacitando.
Nas aulas de percussão a pequena Melissa, de 8 anos, se realiza. Ela é portadora de autismo e encontrou na música uma maneira de driblar os principais sintomas da síndrome. Irritação, isolamento e hiperatividade ficam controlados e a menina até sonha em ser famosa. "Eu quero aparecer na televisão", conta Melissa Garcia.
A mãe conta que nem sempre foi assim. "Quando ela começou na percussão, eles têm muita sensibilidade com o som, eles não aguentam o som muito alto. Ela aprendeu a lidar com isso, ajudou até em outras áreas, na escola também. A música ajudou em muita coisa na vida dela", explica Gilsi Garcia.
Ela é uma dos três alunos com autismo do Projeto Guri. Aluna da Associação Amigos dos Autistas de Sorocaba (Amas), a menina frequenta o projeto de música há dois anos. O bom exemplo de Melissa encorajou Pedro. Hoje, ele consegue tocar a música preferida no clarinete. O menino de 11 anos, diagnosticado com autismo severo aos 3, encontrou na música a esperança da socialização. Aluno de clarinete há 7 meses, o garoto demonstra muita disciplina durante as aulas. "No dia de uma apresentação eu disse para ele ficar observando eu tocar e daí você tenta repetir. E ele visualmente conseguiu tocar a música inteirinha e a apresentação foi um sucesso", lembra Flávio Batista de Souza Júnior, professor.
O Projeto Guri é um programa do governo do estado ensina música a crianças e jovens. Diante de tanto sucesso nos casos de Melissa e Pedro, o projeto resolveu fazer uma parceria com a Associação Amigos dos Autistas de Sorocaba. Agora, professores de música vão receber treinamento de psicólogos e psicoterapeutas para aprender a ensinar esses alunos. "A gente vai contar um pouco pra eles o que é o autismo, os principais sintomas, as características, o que é próprio de cada criança e vai ensinar eles a lidarem, principalmente, com o comportamento, que é o que mais tem dificuldade", explica a psicóloga Beatriz Azevedo Moraes.
Enquanto o treinamento não começa, os professores já se esforçam para atender os novos alunos. Rafael ensina a pequena Ana Laura, de 7 anos, a manusear os instrumentos. Também com autismo, a menina está no módulo Iniciação Musical. O professor conta que a meta é a socialização e a familiaridade com os instrumentos. "Nos primeiros dias de aula ela era uma aluna que não parava, não sentava, não pegava o instrumento, não estava inserida no grupo. A primeira meta é inserir nesse contesto e depois, vai pensar musicalmente. Hoje ela já senta, já interage com os amigos, então isso já é uma conquista", analisa Rafael Valin.
Para as mães, o alívio depois do diagnóstico de um transtorno que afeta tanto o comportamento das crianças. "No começo, muitas vezes eu ia embora chorando, queria desistir e a escola nunca deixou. E graças a Deus hoje eu vejo como foi bom não ter desistido porque a minha filha cresceu muito e a gente chora de alegria", relata Gisli Garcia.
E tantos avanços no tratamento dessas crianças têm uma explicação. Segundo a musicoterapeuta Mara Magalhães, a música ajuda a desenvolver comportamentos afetados pelo transtorno. "Ela estimula a linguagem, estimula o campo emocional, o contato social. Então através do som, do movimento, você consegue mobilizar a mente, a emoção e o contato entre as pessoas".
Resultados que nem precisam de comprovação científica. Na alegria das três crianças dá para ver que a parceria do Amas com o Projeto Guri vai dar certo.


http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2013/11/projeto-guri-ensina-musica-para-criancas-autistas-em-sorocaba.html

Conheça o artista Candy Waters

  Postado em 04 de novembro de 2013 por MacKenzie

Desde que eu comecei a trabalhar na Easter Seals , eu vi uma e outra vez o milagre e alegria da experiência humana em folhas de papel , telas, posts e artigos de notícias que cruzam minha caixa de entrada . Todos eles compartilham um desejo de expressar e falar em sua própria maneira . De fato, muitos artistas têm expressado que a pintura é poesia e poesia é pintura , mas com palavras.Candy Mr. Sun na capa do post de magazine Today da UC Irvine é o primeiro na nossa "Meet the Artist " do blog mini- série, e tenho o prazer de introduzir uma menina muito talentosa no nosso " Meet The Artist " do blog mini- série que pinta poesia pura.Candace Waters, ou como é carinhosamente chamado , " Candy", foi diagnosticado com um transtorno do espectro do autismo (ASD) , quando ela tinha dois anos e voltou do discurso criança a dizer praticamente nada. Era um diagnóstico devastador para receber , seus pais admitiu , e simplesmente não havia um monte de informações lá fora, sobre o transtorno na época.Eles trabalhavam para se conectar com sua filha sobre a música , e o pai de Candy, Robert chegou a escrever uma canção sobre ela que agora é usado em muitos centros do autismo, incluindo Candyescola Terapêutica Escola e Centro de Pesquisa do Autismo da Páscoa Seals Metropolitan Chicago."Quando as palavras falham , música e arte falam , " Sandy Waters, mãe de Candy, diz . "A música e a arte é uma obrigação para o autismo. " A música é uma ótima maneira de se conectar com as crianças , a deficiência ou não. E enquanto Bombom não pode cantar junto com o resto da família , ela ainda está cantando em sua própria maneira . Bombom usa uma linguagem diferente para " falar " e " cantar". Ela não usa palavras. Ela fala com um lápis ou pincel. É uma linguagem mais visual.Artwork de Candy tem sido destaque em diversos segmentos de notícias de Chicago , incluindo um sobre WCIU TV e outro em Chicago Fox News.Olhe para as peças que Candy  criou , e você quase pode ouvi-la alegremente conversando . Cada música que ela cantou é capturado em uma pintura de um sol quente ou alta balão. O trabalho de arte  de Candy vende em galerias por entre US $ 500 e US $ 800, e metade dos rendimentos vão para instituições de caridade que ajudam as pessoas com autismo.  

Visite a página de Facebook de Candy para saber mais sobre - e veja mais exemplos de - sua arte incrível.- Veja mais em: http://blog.easterseals.com/meet-the-artist-candy-waters/ # sthash.nysz9rV6.dpuf


fonte:http://blog.easterseals.com/meet-the-artist-candy-waters/

sábado, 16 de novembro de 2013

Autismo altera conexões cerebrais e afeta habilidades sensoriais das crianças

eral publicado em 26/06/2013 às 09h00:00
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Autismo altera conexões cerebrais e afeta habilidades sensoriais das crianças

Pesquisa sugere que danos causados pelo autismo infantil ultrapassam áreas das habilidades sociais e de comunicação

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Foto: San Diego
State University
Aarti Nair, líder do estudo
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Aarti Nair, líder do estudo
Cientistas da San Diego State University, nos EUA, descobriram que o autismo em crianças afeta não só as habilidades sociais, mas também uma ampla gama de habilidades sensoriais e motoras.
A equipe identificou que a conectividade entre o tálamo, estrutura profunda do cérebro fundamental para as funções sensoriais e motoras, e o córtex cerebral, camada externa do cérebro, é prejudicada em crianças com transtornos do espectro do autismo (ASD).
Segundo a líder da pesquisa Aarti Nair, o estudo é o primeiro de seu tipo, combinando técnicas de imagem anatômicos e funcionais de ressonância magnética (fMRI) e tensor de difusão (DTI) a examinar as conexões entre o córtex cerebral e o tálamo.
Nair e seus colegas analisaram mais de 50 crianças, ambas com e sem autismo.
Comunicação cerebral
O tálamo é uma estrutura fundamental do cérebro para muitas funções, tais como visão, audição, controle de movimento e atenção. Nas crianças com autismo, as vias que ligam o córtex cerebral e o tálamo são afetadas, o que indica que estas duas partes do cérebro não se comunicam bem umas com as outras.
"Esse comprometimento da conectividade sugere que o autismo não é simplesmente uma doença de habilidades sociais e de comunicação, mas também afeta uma ampla gama de sistemas sensoriais e motores", afirmam os autores.
Embora os resultados apresentados neste estudo sejam novos, são consistentes com a evidência crescente de anormalidades motoras e sensoriais no autismo. Eles sugerem que os critérios de diagnóstico para o autismo, que enfatizam o prejuízo social e comunicativo, podem deixar de considerar o amplo espectro de problemas que crianças com autismo experimentam.

 fonte: http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/35356/geral/autismo-altera-conexoes-cerebrais-e-afeta-habilidades-sensoriais-das-criancas

Efeitos do autismo podem ser minimizados com intervenções precoces

ência e Tecnologia publicado em 11/11/2013 às 08h51:00
   





Efeitos do autismo podem ser minimizados com intervenções precoce

Estudo consegue identificar marcadores para doença a partir dos dois meses de idade, antes do declínio das habilidades sociais


Foto: UC Davis
Falta de contato visual é uma das características do diagnóstico de autismo
 
Falta de contato visual é uma das características do diagnóstico de autismo
O contato com os olhos durante a primeira infância pode ser a chave para a identificação precoce de autismo, de acordo com um estudo financiado pelo Instituto Nacional de Saúde Mental (NIMH) dos Estado Unidos. Publicado semana passada na revista Nature, o estudo revela o primeiro sinal de desenvolvimento do autismo seria um declínio constante na fixação dos olhos do segundo ao sexto mês de vida.
O autismo geralmente é diagnosticado depois de 2 anos de idade, quando os atrasos no comportamento social e habilidades linguísticas de uma criança se tornam aparentes. Este estudo mostra que crianças apresentam claros sinais de autismo em uma idade muito mais jovem, disse Thomas R. Insel, diretor do NIMH. "Quanto mais cedo formos capazes de identificar marcadores precoces para o autismo, as intervenções de tratamento podem ser mais eficazes."
Crianças com desenvolvimento típico começam a focar rostos humanos nas primeiras horas de vida, e eles aprendem a entender os sinais socialização, prestando especial atenção aos olhos de outras pessoas. As crianças com autismo, no entanto, não apresentam esse tipo de interesse. Na verdade, a falta de contato visual é uma das características de diagnóstico da doença.
O estudo acompanhou crianças desde o nascimento até 3 anos de idade. Os participantes da pesquisa foram divididos em dois grupos, com base em seu risco de desenvolver um transtorno do espectro do autismo. Os integrantes do grupo de alto risco tinham um irmão mais velho já diagnosticado com autismo, aqueles no grupo de baixo risco, não.
O estudo utilizou equipamentos de rastreamento ocular para medir os movimentos dos olhos de cada criança enquanto elas observavam as cenas de um vídeo do cuidador. Os pesquisadores calcularam a porcentagem de tempo que cada criança fixou os olhos na boca, corpo, bem como nos espaços não-humanos das imagens. Todas as crianças realizaram 10 diferentes testes entre 2 e 24 meses de idade.
Aos 3 anos, algumas das crianças (quase todas do grupo de alto risco) tinham recebido um diagnóstico clínico de um transtorno do espectro do autismo. Os pesquisadores, então, revisaram os dados de rastreamento ocular para determinar quais os fatores que diferenciaram as crianças que receberam um diagnóstico de autismo e aquelas que não o tiveram.
Nas crianças que foram diagnosticadas com autismo, observamos um declínio constante no tempo que eles permanecem olhando para os olhos mãe, afirmaram os pesquisadores. Esta queda na fixação do olhar começou entre dois e seis meses e continuou durante todo o curso do estudo. Por 24 meses, os bebês que mais tarde foram diagnosticados com autismo ficaram focados nos olhos cuidador apenas metade do tempo que o grupo de bebês com desenvolvimento normal.
Em oposição a uma teoria de longa data que afirma que comportamentos sociais são inteiramente ausente em crianças com autismo, os resultados deste estudo sugerem que as habilidades de engajamento social estão intactas logo após o nascimento de crianças com o problema.


fonte:  http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/36163/ciencia-e-tecnologia/efeitos-do-autismo-podem-ser-minimizados-com-intervencoes-precoces

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Especialização em Educação Infantil: inscrições até 29/11


Publicado em Terça, 12 Novembro 2013 14:40

Especialização em Educação Infantil: inscrições até 29/11

Imagem das mãos de uma criança desenhando em uma folha de papel rosa com tintas e lápis coloridos.Curso presencial será ministrado aos sábados na Faculdade de Ciência e Tecnologia de Presidente Prudente


Estão abertas até 29 de novembro as inscrições para a Especialização em Educação Infantil, promovido pela Faculdade de Ciência e Tecnologia da Unesp de Presidente Prudente. O público alvo são professores e profissionais da área de Educação e graduados interessados em se especializar na área. O investimento é de 21 parcelas de R$ 200,00.
Para realizar a inscrição, o candidato deverá entregar os seguintes documentos: cópias da cédula de identidade, do CPF, certificado de reservista, diploma ou do atestado de conclusão do curso superior, Histórico Escolar do curso superior, além do Currículo Lattes, uma foto ¾ e o comprovante de pagamento da taxa de Inscrição, que é R$ 60,00.
O curso tem carga horária de 510 horas (390 horas em disciplinas e 120 horas para elaboração da monografia) e está estruturado em treze disciplinas como Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem da criança de 0 a 5 anos; Atividades Lúdicas na Educação Infantil; Elaboração do Projeto Pedagógico e da Proposta Curricular para Educação Infantil; Gestão Democrática da Instituição de Educação Infantil e Literatura e Letramento Infantil.
Coordena o curso a Profa. Dra. Gilza Maria Zauhy Garms. O corpo docente é composto, integralmente, de professores doutores. Entre eles, Elisa Tomoe Moriya Schlünzen, atual coordenadora acadêmica do programa Redefor na Unesp. As aulas serão ministradas presencialmente aos sábados no FCT/Unesp.
O edital completo e as ementas das disciplinas estão disponíveis no endereço http://www.fct.unesp.br/#!/pos-graduacao/especializacao/lato-sensu/cursos-em-andamento/educacao-infantil-2-ed/
Soraia Marino - NEaD
(Foto: escolacera.com.br)

domingo, 27 de outubro de 2013

Propriedades do som - Dica de aula - NEI de Natal - RN

Dados da Aula

17/11/2010

Autor e Coautor(es)

Teresa Régia Araújo de Medeiros
NATAL - RN NUCLEO EDUCACIONAL INFANTIL - NEI
MARIA DE FÁTIMA ARAÚJO
O que o aluno poderá aprender com esta aula
  • Explorar e conhecer as propriedades do som: timbre, altura, intensidade, duração.
  • Identificar e nomear essas propriedades ao escutar uma música.
  • Identificar nas músicas sequencias crescentes e decrescentes de sons.
Duração das atividades
De 30 à 40 minutos
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
Desenvolvimento da capacidade de escutar, identificando diferentes sons e nomeado suas fontes.
Estratégias e recursos da aula
Atividade 1:
Levar para a sala uma música instrumental  (pode ser clássica) para que as crianças apreciem. É interessante que seja uma música que tenha variação de andamento (lento, rápido), de altura (trechos agudos e graves), de intensidade (trechos fortes e fracos/piano) e com vários instrumentos (para perceberem os diferentes timbres). Deve constituir-se num momento de prazer e atenção. As crianças escutam uma primeira vez e em seguida o professor faz questionamentos acerca do andamento, dos instrumentos que tocam, se o som é muito forte e ou fraco, se é grave e ou agudo. Pode repetir alguns trechos para que percebam as diferenças.

Crianças escutando música clássica .... e na roda estão fazendo comentários da apreciação. Fonte: arquivos da autora.
Para um segundo momento dessa atividade, enfatizando a propriedade do TIMBRE, o professor poderá realizar o jogo "onde está o meu par?" Para isto o professor deve confeccionar cartelas em pares com gravuras de animais. As cartelas são distribuidas aleatoriamente entre as crianças que não podem mostrar qual animal tirou. Todas com suas cartelas e já sabendo o animal que recebeu, começam a caminhar pela sala e dado um sinal começam a emitir a voz do animal em busca do seu par. À medida que os pares se encontram, param de andar e de emitir som. Ao final, quando todos estiverem com seus pares é feito uma grande roda para os pares se apresentarem e dizer que animais estavam imitando.
Atividade 2:
Nesta atividade as crianças brincarão de maestro cantando músicas de roda acompanhadas de algum instrumento de percussão que pode ser calvas e ou cocos. O maestro, juntamente com os demais membros do grupo, deverão estabelecer gestos que correspondam a intensidade que tocarão os instrumentos e cantarão. Um gesto para a intensidade FORTE e outro para FRACO. O maestro (uma criança de cada vez será este personagem) dará o sinal para iniciar a música e depois comandará a sequencia da intensidade, devendo estar atentos "os músicos" para executar  as músicas.

Atividade 3:
Para que as crianças compreendam e assimilem o conceito de altura do som deverão vivenciar jogos musicais onde os agudos e graves se farão presentes. O professor poderá levar para a sala um teclado e as crianças terão a oportunidade  de conhecê-lo e ver as possiblidades dos diferentes sons que o instrumento produz nas diferentes alturas (grave e agudo). Em um primeiro momento o professor tocará sons agudos e graves, sempre alternando para que os alunos digam qual é a altura. Depois tocará sequências de sons que irão do agudo para o grave e vice-versa. Poderá combinar com as crianças que ao tocar um som grave todos farão determinado movimento, como mãos e tronco para baixo e o agudo as mãos e tronco para cima. Cada criança poderá assumir o teclado executando a sequência de sons enquanto os colegas realizam os movimentos correspondentes.


Crianças experimentando o teclado. Fonte: arquivos da autora
 
Criança sendo o tecladista tocando sons agudos e graves, enquanto os colegas realizam movimentos. Fonte: arquivos da autora

Atividade 4:
Convidar um músico para que toque algumas músicas infantis, ora apresentando sons de curta duração, ora sons de longa duração. As crianças deverão perceber essa diferença e dizer, à medida que escutam a variação. Na continuação dessa atividade uma criança poderá assumir o papel de maestro e no teclado executar sons curtos e longos, enquanto os colegas realizam movimentos (sons curtos - saltos/ sons longos- movimentos largos com os braços).

Músico tocando músicas com sons curtos e longos.Fonte: arquivos da autora.

Crianças executando movimentos de acordo com a escuta de sons curtos e longos. Fonte: arquivos da autora.
Recursos Complementares
Artigos sobre prorpiedades do som:
http://www.explicatorium.com/Propriedades-som.php 


Avaliação
Será avaliado a capacidade das crianças em conhecer as propriedasdes do som a partir de sua participação nas atividades propostas. As crianças, ao escutarem músicas, trechos, deverão ter noção dessas propriedades, identificando os timbres, a duração, altura e intensidade dos sons.

 http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=25712

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

11o. Congresso Brasileiro de Arteterapia em Vitória


IX CONGRESSO BRASILEIRO DE AUTISMO 25/10/2013 - 27/10/2013

IX CONGRESSO BRASILEIRO DE AUTISMO

25/10/2013 - 27/10/2013

IX Congresso Brasileiro de Autismo tem por objetivo proporcionar informação acerca de temas relacionados ao autismo, uma síndrome que atinge um a cada cem habitantes. Pretende-se favorecer a aprendizagem quanto ao diagnóstico, técnicas terapêuticas e prognósticas do Transtorno do Espectro do Autismo, cientificamente comprovadas, havendo enfoque na abordagem multidisciplinar como desafio constante no tratamento da pessoa com autismo, bem como fomentar a discussão sobre temas como inclusão, políticas públicas e vivências autísticas.

Tema: O desafio da abordagem multidisciplinar no tratamento da pessoa com autismo
Data: 25 a 27 de outubro de 2013
Local: Hotel Radisson (Praia da Pajuçara)

Público-alvo: pais, profissionais e estudantes das áreas de psicologia, psiquiatria, neurologia, pediatria, genética, gastroenterologia, alergia, nutrição, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, pedagogia, educação física, música e artes envolvidas com o tratamento e educação da pessoa com autismo, bem como autoridades e lideranças das áreas de educação, saúde e assistência social.
Número de vagas: 500
 Palestrantes:
• Dr Salomão Schwartzman (neurologista) – Mackenzie/SP
• Dra Maria Elisa Fonseca (psicóloga) – CEDAP/SP
• Dra Meca Andrade (psicóloga, analista do comportamento) – SP
• Dra Jacy Perissinoto (fonoaudióloga) – USP/SP
• Dra Soraia Vieira (PECS-Brazil) – Belo Horizonte/MG
• Dra Aline Momo (terapeuta ocupacional) – Artevidade/SP
• Dra Zodja Graciani (fisioterapeuta) – Artevidade/SP
• Dr Aderbal Sabrá (médico gastroenterologista e alergista) – RJ
• Dra Georgia Fonseca (pediatra e homeopata) – RJ
• Dra Priscila Bongiovani (nutricionista) – SP
• Profa Dra Daniela Ribeiro (pedagoga /analista do comportamento) – CESMAC/AL
Presença confirmada: Berenice Piana na Mesa Redonda VIVENCIAS AUTISTICAS.
Presença confirmada: Dra Renata Tybiriça, defensora pública do Estado de São Paulo, na mesa redonda POLÍTICAS PÚBLICAS.

CERTIFICADO: O evento terá certificado de 24 horas. Cada apresentador de artigo (apresentação oral ou poster) receberá também um certificado específico. As sessões técnicas de apresentação de artigos acontecerão no dia 26/10/2013. Nos demais dias teremos palestras.
A BookToy estará com stand durante todo o evento para venda de livros sobre autismo da Memnon, Wak e demais editoras, bem como livros infantis e brinquedos educativos, que consistem em materiais muito úteis para as terapias.
Abertas as submissões de artigos para apresentação oral e em poster! Novo prazo: até 11 de agosto! Veja as instruções no link SUBMISSÕES.
Clique aqui para realizar sua inscrição

Detalhes

Início:
25/10/2013
Final:
27/10/2013

Orgazanidor

Unnamed Organizer
Website:
http://www.doity.com.br/congresso-ama

Inscrições abertas para a nova temporada do Projeto de Teatro AUT

Inscrições abertas para a nova temporada do Projeto de Teatro AUT

Inscrições abertas para a nova temporada do Projeto de Teatro AUT.
O Projeto AUT nasceu há quase dois anos quando reunimos crianças e adolescentes do espectro do autismo em um novo espaço para criar e exercitar diferentes formas de percepção, ritmo, melodia da fala, expressão corporal, facial e muito mais através de atividades artísticas, que atuam como formas de treinamento de habilidades sociais e espontaneidade. O AUT 1 foi um sucesso, com nossos menestréis curtindo e aprendendo muito e lotação de público em todas as apresentações.
A equipe é formada pelas psicólogas (Tatiane Ribeiro e Liège Felicio), fonoaudióloga (Lais Mazzega), coreógrafa, assistentes de texto, músicos, equipe de apoio e pelo diretor Deto Montenegro.
Este curso de teatro não tem objetivo terapêutico, porém o processo de aulas até a apresentação mostrou aos pais e equipe que habilidades como socialização e comunicação obtiveram grande avanço. Por este motivo e outros mais, estamos dando continuidade.
Neste mês de outubro estaremos avaliando as crianças e adolescentes que estiverem interessados em juntar-se a nós.

As aulas iniciarão em 02/11/2013, na Oficina dos Menestréis – Teatro Dias Gomes – Rua Domingos de Moraes, 348.

Interessados entrar em contato em: inscricoesprojetoaut@gmail.com 
Confira o backstage do Aut1: http://youtu.be/XZ8v6ppuCjM

sábado, 12 de outubro de 2013

Formação na Casa do Brincar: O Brincar e a Arte Publicado em 24 de setembro de 2013 .

Formação na Casa do Brincar: O Brincar e a Arte

21/novembro, das 19h30 às 21h30
O Brincar e a Arte
com Edith Derdyk
Edith Derdyk tem realizado exposições coletivas e individuais desde 1981 no Brasil (Museu de Arte Moderna- SP e RJ; Pinacoteca do Estado de São Paulo, Centro Cultural Banco do Brasil-RJ; Museu de Arte de São Paulo, Centro Cultural São Paulo, Instituto Tomie Ohtake, entre outras) e no exterior (México, EUA, Alemanha, Dinamarca, Colômbia, Espanha, França).
EdthiPrêmios/Bolsas/Residências: 2013. Residência_Can Serrat_Espanha; 2012_Prêmio Funarte Artes Visuais; 2007_ Residência_The Banff Centre_Canadá; 2004_Prêmio Revelação Fotografia Porto Seguros;2002_Bolsa Vitae de Artes; 2002_Categoria Tridimensional _APCA; 1999_The Rockefeller Foundation_artista pesquisadora_Bellagio Center, Itália; 1993_Artista residente_MAC-USP/Vermont Studio Center_USA; 1990_ Bolsa Fiat_Artes Visuais.
Autora de livros: Entre ser um e ser mil – o objeto livro e suas poéticas(organizadora)_Senac; Disegno.Desenho.Desígnio(antologia)_Senac; Linhas de Horizonte_Ed.Escuta; Linha de Costura_C/Arte; Formas de pensar o desenho_Ed.Zouk e O desenho da figura humana_Ed.Scipione. entre outros. Também atua como educadora (Instituto Tomie Ohtake, Centro Cultural o_barco, Intermeios) e autora /ilustradora de vários livros infantis (Todo mundo tem, Rato, coleção Folia de Papel, O colecionador de palavras e outros) e letrista de algumas canções do Palavra Cantada(Pomar, Ora Bolas, Rato, O que é o que é, Trilhares e outras) Para saber mais sobre o trabalho de Edith Derdyk: www.edithderdyk.com.br
Confira a agenda completa aqui.
SERVIÇO
- Preços:
> R$ 100 para encontros avulsos
> R$ 80 por encontro para pacote dos próximos 4 encontros, parcelados em 2x
> R$ 80 por encontro para grupos com 3 ou mais pessoas, parcelados em 4x
- Endereço: Casa do Brincar – Rua Ferreira de Araújo 388 – Pinheiros – São Paulo, SP. Confira como chegar aqui.
- Inscrições antecipadas: Depósito do valor dos encontros e envio dos dados do participante e comprovante para eventos@casadobrincar.com.br. Dados bancários: Casa do Brincar Ltda, Banco do Brasil (001), Ag 6806-3, CC 6650-8, CNPJ 15.675.698/0001-12
- Capacidade: 50 lugares. Vagas no dia dos encontros sujeitas a disponibilidade.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Mostra Internacional de Arte + Sentidos reúne artistas com e sem deficiência em São Paulo

27/09/13 20h25

Mostra Internacional de Arte + Sentidos reúne artistas com e sem deficiência em São Paulo

Acontece no Teatro Sérgio Cardoso, do dia 10 a 27 de outubro


Mostra Internacional de Arte + Sentidos conta com recursos de acessibilidade


Realizado pelo Governo do Estado de São Paulo no Teatro Sergio Cardoso, evento inédito apresenta espetáculos selecionados pela qualidade estética. Plateia terá recursos de acessibilidade.
Promovida pela Secretaria de Estado da Cultura a mostra internacional de arte + SENTIDOS conta com o apoio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que oferece recursos de acessibilidade comunicacional em museus, teatros, espetáculos e eventos. Todas as apresentações dessa mostra terão recursos de audiodescrição, Libras e programas em braile. Acontece no Teatro Sérgio Cardoso, de 10 a 27 de outubro.
O público está convidado a assistir espetáculos reconhecidos por sua qualidade estética produzidos por artistas com e sem deficiência e que, apresentados numa mostra única, levam ao debate sobre a produção e o consumo da arte por todas as pessoas. Ao todo, são dez grupos e solistas do Brasil, Portugal e Escócia, com 12 montagens, sendo quatro inéditas em São Paulo. 
“Temos buscado garantir o acesso das pessoas com deficiência ao conteúdo cultural em todos os nossos equipamentos – nada menos do que é direito de todo cidadão. Com a mostra + SENTIDOS, abordamos outro aspecto da acessibilidade em cultura, que é o protagonismo da pessoa com deficiência na criação artística”, afirma o secretário de Estado da Cultura, Marcelo Mattos Araujo. 
A programação inclui o espetáculo Corpo sobre Tela, de Marco Abranches, artista com paralisia cerebral que se inspira na obra de Francis Bacon para discutir questões como autonomia, singularidade e sensações. Já a Quasar Cia de Dança apresenta NoSingular, coreografia com a participação do público que, desta vez, terá acesso ao vídeo para ensaio na internet com legendas e audiodescrição. 
Um dos principais objetivos da mostra é abrir espaço para artistas de diferentes segmentos, que desenvolvem trabalhos de qualidade, selecionados por uma equipe de curadores que mapeou dezenas de grupos no País.
Segundo José Roberto Sadek, diretor-executivo da APPA – organização social de cultura responsável pela execução da mostra + SENTIDOS –, promover um evento desse porte é um desafio que vai trazer benefícios para o público, já que, segundo ele, “o Sérgio Cardoso tem como uma das metas ser um teatro exemplar no atendimento a pessoas com alguma deficiência, seja na plateia ou nos palcos”. 
Por meio da parceria com o British Council, o evento recebe ainda três grupos vindos do Reino Unido para a última semana da programação, parte da mostra UNLIMITED – Arte sem Limites, maior programa voltado à produção de trabalhos realizados por artistas com deficiência, lançado em 2009 pelo Comitê de Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Londres 2012. 
“O British Council promove no Festival Unlimited: Arte sem limites uma mudança de percepção e atitude para com a deficiência e celebra uma arte onipotente produzida por artistas que colocam a excelência em primeiro plano e sem o público perceber quebram todos os paradigmas que alguém possa ter sobre as inabilidades”, afirma Liliane Rebelo, a gerente de projetos de artes do British Council.
Completa a grade a mesa de debates + Sentidos para a arte e para a plateia, que ocorre no dia 15 de outubro, com consultoria realizada pela pesquisadora e professora do Instituto de Artes da UNICAMP, Cássia Navas. O debate acontece com a mediação da doutora em Educação e professora do Curso de Dança da Universidade Anhembi Morumbi, Ana Terra, e conta com a participação de Estela Lapponi, artista com deficiência causada por um AVC (Acidente Vascular Cerebral) ocorrido há 15 anos, a consultora do Encontro, Cássia Navas, e a jornalista e atriz Kátia Fonseca, artista com deficiência. 
Com ingressos no valor de R$ 10 e alguns espetáculos com entrada franca, as atrações ocupam todos os espaços do Teatro Sérgio Cardoso, incluindo o saguão, a Sala Paschoal Carlos Magno e a Sala Maior. Para acompanhá-las, o público terá à disposição todos os recursos de acessibilidade como audiodescrição, legendagem, tradução simultânea em libras e programas em Braille.

ACESSIBILIDADE EM CULTURA
A mostra + SENTIDOS integra outras políticas públicas desenvolvidas pela Secretaria de Estado da Cultura com o objetivo de promover a acessibilidade comunicacional aos bens culturais. É o caso do Programa de Acessibilidade em Cultura, realizado em parceria com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que já promoveu neste ano a exibição de espetáculos acessíveis da São Paulo Cia de Dança e do Festival Paulista de Circo em cidades do interior paulista. 
O programa promove ainda o lançamento de um edital do ProAC – programa de incentivo à cultura, com o objetivo de tornar diversas apresentações culturais mais acessíveis a pessoas com todo tipo de deficiência.
Na capital destacam-se, ainda, os trabalhos realizados na Biblioteca de São Paulo, que possui estrutura, equipamentos e pessoal treinado para possibilitar o acesso ao conteúdo disponibilizado, além de acervo de audiolivros e livros em Braille. Na Pinacoteca, a Galeria Tátil de Esculturas conta com 12 obras selecionadas e que podem ser apreciadas ao toque pelo público cego. 
No ano passado, a primeira edição da Plataforma Internacional Estado de Dança foi acessível também a pessoas com deficiência visual, com a implantação de audiodescrição nas coreografias No Singular, da Quasar Cia de Dança, e Francis Bacon, de Ismael Ivo. Além dos exemplos citados, o Museu do Futebol, Museu Afro Brasil, Museu Índia Vanuíre e Museu da Língua Portuguesa também oferecem programação especial para pessoas com deficiência.  
Há dois anos, o Programa de Fomento ao Cinema Paulista, realizado em parceria com a Sabesp, exige que os filmes selecionados produzam também cópias com legenda e audiodescrição.  

PROGRAMAÇÃO:
A mostra +SENTIDOS reúne dez grupos e doze montagens. Quatro delas serão apresentados pela primeira vez em São Paulo: Terreiro Lumiara, com a Cia. Gira Dança (que também encena Proibido Elefantes); Corpo Sobre Tela, solo de Marcos Abranches; Intento, com a Cia. Incena 2.5; e Dez Mil Seres, com a companhia portuguesa Dançando com a Diferença. 
Além desses, os espetáculos escoceses If These Spasms Could Speak (Se estes espasmos pudessem falar), de Robert Softley, Snails & Ketchup (Caracóis e Ketchup), de Ramesh Meyyappan e uma montagem de Claire Cunningham, a confirmar, também serão vistos pela primeira vez no Brasil. 
Entre os destaques nacionais também está NoSingular, da Quasar Cia. de Dança, subvencionada pela Plataforma Internacional Estado da Dança (2012) da Secretaria de Estado da Cultura e Associação Amigos da Arte. Trata-se de uma das primeiras obras que utilizam o recurso de audiodescrição para que pessoas cegas ou de baixa visão possam ter acesso ao espetáculo. Conta com a direção artística de Henrique Rodovalho.
Participam ainda do evento o Coletivo MR, com Devir Coisas; a Cia. Arte Silêncio, que apresenta Orelha; e a diretora Fernanda Amaral, que comanda a vivência Dança Sem Fronteiras.

SERVIÇO:
Teatro Sérgio Cardoso
Ingressos: R$ 10,00 e R$ 5,00 e Entrada Franca para atividades no saguão
Horário da bilheteria:  quarta a sábado, a partir das 14h
Endereço: Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista – São Paulo (SP)
Estações do Metrô Próximas: São Joaquim e Brigadeiro
Acessibilidade para Pessoas com Deficiência 

Telefone: (11) 3288-0136

fonte: http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=1250&c=31

terça-feira, 6 de agosto de 2013

LIVRO DO DR. WALTER CAMARGOS SOBRE ASPERGER! IMPERDIVEL!


Foto

Esse livro se destina a todos os profissionais que queiram aperfeiçoar a qualidade do trabalho com a população afetada pela Síndrome de Asperger e/ou outros Transtornos do Espectro do Autismo de Alto Funcionamento (TEAAF), já que possui capítulos em diversas áreas como pedagogia, psicologia, fonoterapia, psiquiatria, entre outros.
Para o pleno entendimento do conteúdo, entretanto, é necessário o prévio conhecimento e compreensão dos conceitos técnicos básicos sobre Autismo Infantil e do Espectro do Autismo, o que faz desse trabalho um material para profissionais e pessoas que já possuem alguma prática com o tema.
Esperamos que possa beneficiar todos aqueles que buscam informações sobre o universo do TEAAF. Atualmente, a literatura médica atende aos interesses sobre o tema autismo clássico, estando, porém, escassa na temática especifica desse livro, como o TEAAF não S.Asperger, a S. de Asperger, a SA em mulheres (raro, inclusive na literatura internacional), o Fenótipo Ampliado do Autismo, seus tratamentos e aspectos correlatos.
O Autor e Colaboradores, então, sentem a responsabilidade de apresentarem ao público uma obra, que é resultado de profundos estudos e pesquisas. É fruto de décadas de prazer com o trabalho nesta área, com a convivência com pacientes e familiares e diálogos com profissionais e estudantes. Porém a estruturação do conhecimento, e consequentemente, a organização deste livro só foi possível quando o trabalho multidisciplinar e em equipe, evoluiu nestes últimos anos.

Especialistas afirmam que existe uma pessoa com autismo para cada 92


Edição do dia 04/08/2013

Autismo era considerado uma condição rara, que atingia quatro indivíduos para cada 10 mil vivos. Hoje, a pesquisa mais recente fala em um para cada 92.

Neste domingo (4), o Fantástico estreou a série ‘Autismo: Universo Particular’. Para produzir a série, Dráuzio Varella esteve casa de vários pacientes portadores desse transtorno para mostrar como vivem essas famílias e essas crianças.
No Paraná, há uma família com dois filhos em que o autismo se manifesta de uma forma bem diferente em cada um dos irmãos. O pai passa as noites segurando o filho enquanto ele dorme.
Kevin não para de se mexer e se bate repetidamente. Durante a noite, ele acorda querendo tomar banho, porque só isso o acalma por algum tempo. “Já tive vontade até de me matar pela situação de bater nele, dele se agredir e não ter o que fazer, entendeu? Já passou pela minha cabeça de fazer qualquer besteira, então é difícil”, conta o pai.
Os pais de Kevin estão em busca do diagnóstico de que o filho tenha autismo, um distúrbio que desafia a ciência. Não se sabe as suas causas e ele é cada vez mais comum. Especialistas calculam que o autismo atinja 1% das crianças.
“O autismo hoje é considerado um distúrbio no desenvolvimento causado por condições genéticas e ambientais e que, na verdade, não é uma condição só. Hoje, a gente fala em um conjunto de autismos pela enorme variabilidade que ele tem. A característica fundamental dos autismos é o prejuízo na comunicação, na interação social e na presença de comportamentos peculiares. Comportamentos repetitivos sem muito significado, que os indivíduos parecem ficar realizando sem uma finalidade muito clara”, explica o neuropediatra especialista em autismo Salomão Schwartzman.
O médico explica que o autismo era considerado uma condição rara, que atingia quatro indivíduos para cada 10 mil vivos. Ele aponta que a pesquisa mais recente fala em um para cada 92. “A gente está falando de uma coisa que não é rara, é extremamente comum. Você encontra na escola, no escritório, no seu consultório, identifique ou não”, avalia Schwartzman.
Segundo o especialista, o autista é metódico. “O mundo ideal é aquele em que as coisas não se modificam. Eu acordo na mesma hora, visto a mesma roupa, tomo café do mesmo jeito, no mesmo prato, com a mesma xícara. Qualquer variação disso traz um extremo desconforto”, explica o neuropediatra.
Uma família que vive o autismo muito intimamente mora em Teófilo Otoni, em Minas Gerais. Renato, o pai, sempre foi meio esquisitão. “Desde criança eu achava ser estranho normal, mas porque eu tirava por mim. Para mim, todo mundo era estranho”, conta ele. Renato casou com Ana Maria, que já tinha uma filha, Fernanda. Juntos, eles tiveram Mateus e Máximo – os dois com autismo – e Bárbara, a mais nova. “Eu já estou mais do que acostumada a lidar com eles. Na verdade, acho eles mais fáceis por causa da questão da rotina”, diz Ana.
Mas mesmo as atividades mais rotineiras podem ser um imenso desafio para pessoas com autismo. Escolher um conjunto de roupas para trocar o filho pode ser uma tarefa impossível.
“É muita opção. Combinação de cor, de não sei o que... Sempre me visto pelo conforto e, exatamente para não ter esse problema de combinação, visto uma cor só”, brinca Renato.
Os humanos são animais sociais. Se não tivessem formado grupos, os antepassados teriam desaparecido da face da Terra. Mas há pessoas com transtorno de desenvolvimento que apresentam enorme dificuldade de relacionamento social. Para elas, sons, movimentos, olhares e solicitações dos outros provocam um curto-circuito que as deixa desorientadas e aflitas. O autismo é um transtorno desse tipo, no qual a rede de neurônios que controla, no cérebro, a comunicação e os contatos sociais está desorganizada. “Diria que a marca registrada do autismo é a falta de desejo ou de possibilidade de interagir com o outro”, diz Schwartzman.
Atualmente, o autismo é considerado um distúrbio com um amplo espectro de manifestações, desde as crianças, como Kevin e Máximo, que têm enormes dificuldades de responder aos estímulos, até pessoas que têm problemas de convívio social, mas são extremamente talentosas em áreas específicas. O cérebro deles funciona de forma única, que ainda é um mistério para a ciência.
Em um quarto cheio de circuitos eletrônicos e fórmulas matemáticas, um autista genial é Jacob Barnett. Ele está prestes a se tornar mestre em física quântica aos 14 anos. Ele dá aulas na internet desde pequeno e hoje participa de pesquisas na Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, e pode ganhar o Prêmio Nobel.
O caso dos irmãos de Curitiba Nicholas, de 13 anos, e Thomas, de 15, é parecido. O mais velho, que já aos 3 anos demonstrava facilidade com números, já fez diversos cursos em nível universitário nas áreas de matemática e ciência da computação.
Segundo o neuropediatra Salomão Schwartzman, o impacto de um filho autista em uma família pode ser brutal. “É algo muito difícil de você lidar. Quando você tem um filho que é um deficiente intelectual, por qualquer razão que seja, depois de algum tempo, por maior que seja o luto que você tem com relação a isso, você se habitua a uma criança que bem ou mal tem uma linha de base. Ou seja, ele tem prejuízos, mas que depois de algum tempo você sabe quais são e passa a conviver bem com isto”, diz.
Na novela ‘Amor à vida’, a atriz Bruna Linzmeyer interpreta Linda, uma garota com autismo. “Eu tinha ouvido falar muito pouco sobre o autismo, porque é um tema muito pouco conhecido pela nossa sociedade. A gente criou uma linguagem dessa personagem se comunicar, como ela dramaturgicamente se envolve em cena. Isso é o mais difícil. Cada detalhe é muito importante”, conta ela.
Na próxima semana, o Fantástico investiga o diagnóstico de autismo: como descobrimos que alguém tem autismo se nem sabemos ao certo o que provoca esse distúrbio? Não perca!
CONFIRA A CARTILHA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

fonte: http://g1.globo.com/fantastico/quadros/autismo-universo-particular/noticia/2013/08/especialistas-afirmam-que-existe-uma-pessoa-com-autismo-para-cada-92.html

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Arteterapia com idosos

"Couro de Boi" 
Compositor: Sérgio Reis
 
       Conheço um velho ditado, que é do tempo dos agáis.
Diz que um pai trata dez filhos, dez filhos não trata um pai.
Sentindo o peso dos anos sem poder mais trabalhar,
o velho, peão estradeiro, com seu filho foi morar.
O rapaz era casado e a mulher deu de implicar.
"Você manda o velho embora, se não quiser que eu vá".
E o rapaz, de coração duro, com o velhinho foi falar:
Para o senhor se mudar, meu pai eu vim lhe pedir
Hoje aqui da minha casa o senhor tem que sair
Leve este couro de boi que eu acabei de curtir
Pra lhe servir de coberta aonde o senhor dormir
O pobre velho, calado, pegou o couro e saiu
Seu neto de oito anos que aquela cena assistiu
Correu atrás do avô, seu paletó sacudiu
Metade daquele couro, chorando ele pediu
O velhinho, comovido, pra não ver o neto chorando
Partiu o couro no meio e pro netinho foi dando
O menino chegou em casa, seu pai foi lhe perguntando.
Pra quê você quer este couro que seu avô ia levando
Disse o menino ao pai: um dia vou me casar
O senhor vai ficar velho e comigo vem morar
Pode ser que aconteça de nós não se combinar
Essa metade do couro vou dar pro senhor levar


 Pinturas realizadas pelos idosos do NCI Vem Viver Melhor Dom Bosco após ouvirem a música do Sérgio Reis







Álbum: receitas naturais de tintas









fonte: http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-2/album-receitas-naturais-tintas-742093.shtml#ad-image-0

Aprendizagem lúdica

Educação Infantil  Magda Becker Soares
 
 
 

Para fundadora do Ceale - instituição de referência na questão da leitura e da escrita - a Educação Infantil deve promover o desenvolvimento social e cognitivo da criança, sempre enfatizando as dimensões lúdicas desse processo


Rubem Barros

A educação infantil é para que a criança se desenvolva socialmente e cognitivamente de forma lúdica".Assim a professora Magda Becker Soares, fundadora do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale), da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, resume, de forma direta, os conflitos que afligem muitos educadores quanto à dimensão de aprendizagem da educação dos 0 aos 5 anos. Ou seja, ela deve existir, porém de uma maneira particular, que valorize a infância e os interesses da criança.

Às voltas com seu próximo livro, uma extensa reflexão batizada de Alfabetização: a questão dos métodos, no qual discute o desenvolvimento da escrita na criança, a partir de referenciais da psicogênese, da psicologia cognitiva e das ciências lingüísticas, a educadora discute a seguir as possibilidades curriculares da educação infantil. E defende a importância do trabalho com a literatura infantil para o processo de letramento.

Como a senhora vê a questão do currículo na educação infantil, especialmente com relação ao contato com a escrita e a leitura?Na educação infantil, devemos enfrentar uma longa tradição de algo que começou com o significativo nome de jardim da infância, com a ideia de que a criança ficaria ali para desenvolver-se espontaneamente, com pessoas que estariam ali apenas atentas ao que elas faziam. Esse é um conceito errôneo de educação infantil, o conceito de que, nessa etapa, não deve haver aprendizagem. Há, ainda hoje, quem rejeite que as instituições voltadas a essa fase sejam chamadas de escolas. Na realidade, essa fase representa o início da educação formal das crianças. O que diferencia essa educação formal da educação familiar, e também da educação que se dava em instituições, antes das novas concepções de educação infantil? É que na educação infantil se formaliza a educação da criança. E uma das maneiras de fazer isso é criando um currículo que oriente a criança em sua progressiva inserção no mundo social, no mundo da natureza, e propicie oportunidades para que ela desenvolva linguagens, por meio de sua introdução no mundo da música, da expressão corporal, das representações simbólicas e também no mundo da escrita. É uma fase em que a criança está se desenvolvendo em várias frentes, desde a motora, a do convívio social, da inserção cultural, etc. A escola propicia o processo formal de inserção da criança na sociedade e em sua cultura. E uma parte importante desse processo é a introdução à escrita, ao mundo do impresso. Então é também o momento em que a criança deve e pode ser introduzida no mundo do letramento.
Como as bibliotecas ou o livro devem estar presentes nessas escolas?Esse é um aspecto importante da introdução no mundo da escrita, que se faz por diferentes meios. Um deles é o contato da criança com o material escrito, com a língua escrita, e um lado fundamental disso é a criação de um contexto de letramento, em que a criança conviva com material escrito em suas várias formas e gêneros. Nesse contexto de letramento, a biblioteca tem um papel fundamental, e essa é uma das barreiras que devem ser vencidas na educação infantil. Por exemplo, no programa ProInfância, em que o MEC oferece a planta para a construção de creches e escolas de educação infantil nos municípios, essa planta vem surpreendentemente  sem espaço para biblioteca.
Isso não foi modificado?Tive oportunidade de levantar essa questão, mas não tive notícia de modificação. Sei que algumas instituições que já estavam em construção, em municípios em que as pessoas têm sensibilidade para essa questão, estão destinando alguma parte da planta para biblioteca. Mas há resistências a isso. Aqui mesmo em Belo Horizonte, incluir a biblioteca num programa de construção de creches foi uma conquista bem recente, resultado da campanha que está havendo no país todo para a formação de leitores. Por outro lado, para lembrar um importante dado positivo, o Programa Nacional da Biblioteca da Escola (PNBE), que até dois ou três anos atrás não incluía a educação infantil, já está na segunda edição em que a educação infantil é contemplada. E é interessante, porque num primeiro momento, o PNBE incluiu a chamada pré-escola, crianças de 4 e 5 anos. Já agora, na edição para 2012, incluiu-se também a creche, com livros para crianças de 0 a 3 anos. Isso representa uma posição do próprio MEC de que a criança deve ter contato com o livro desde a creche, e a escola deve dispor de livros e de biblioteca para toda a faixa da educação infantil. É uma concepção bem recente, que felizmente está se difundindo, embora ainda haja grupos de resistência ao letramento e à alfabetização - o que já é outra conversa - na educação infantil.
O que caracteriza os livros que estão sendo escolhidos pelo MEC para essa etapa da educação?Isso introduz um novo componente na nossa conversa, que são as editoras. As editoras têm tido dificuldade em identificar o que é adequado para a educação infantil, exatamente por falta de tradição nessa área. O PNBE tem tido alguma dificuldade de constituir acervos para essa faixa etária. Assim, enquanto as editoras inscrevem um número enorme de livros para os ensinos médio e fundamental, a educação infantil, como também a Educação de Jovens e Adultos, recebe um número bem menor de inscrições de títulos. Isso mostra a pouca produção para essas faixas e o conhecimento precário de editoras e autores sobre o tipo de livro que é mais adequado para crianças que ainda não leem, que ainda não estão alfabetizadas, mas que devem ser inseridas no mundo do livro, da escrita, da literatura.
É curioso isso, pois temos uma tradição de literatura infantojuvenil, inclusive com muitos livros apenas de imagens. Isso ainda não está dialogando bem com o processo de seleção?O PNBE, como também o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), têm tido uma influência muito positiva. Pelos critérios de seleção, as editoras vão compreendendo o processo. Já percebo uma diferença do primeiro PNBE destinado à educação infantil para este segundo. Há uma aproximação maior do tipo de livro adequado para crianças nessa faixa etária.

Que papéis a literatura infantil pode desempenhar nesse primeiro contato das crianças com as letras?São muitos. Primeiro, o próprio conhecimento do objeto livro, a familiaridade com ele, o saber que objeto é esse, a possibilidade de manipulá-lo. Essa é uma das questões que dificulta a produção para a educação infantil, pois o livro deve ter algumas características materiais adequadas à criança. Por exemplo, o ideal seria que as páginas fossem cartonadas, para que o livro fosse resistente e crianças que ainda não têm suficiente coordenação motora pudessem manipulá-lo. Livros-brinquedo, livros pop-up, fascinam as crianças. Para a creche, seriam importantes livros de pano. Mas essas alternativas tornam a produção do livro difícil e sobretudo cara. Uma parte significativa dos melhores livros para a educação infantil são títulos traduzidos de outros países que não enfrentam as mesmas dificuldades econômicas que as editoras daqui enfrentam. São livros muito caros, que acabam não sendo inscritos no PNBE, pois o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) compra os títulos a preços baixos. Então, não compensa para as editoras inscrever livros de custo alto, pois não teriam condições de vender esses livros para o MEC pelo preço que é proposto. Um outro aspecto importante é que esses livros são traduzidos para o português por contratos com editoras estrangeiras, a maioria da Europa e dos Estados Unidos, e normalmente não é possível fazer uma edição específica para vender ao governo. Em geral, são edições pequenas, fruto de acordos com editoras de outros países, e isso acaba dificultando a chegada desses títulos. Mas, aos poucos, estamos começando a produzir livros adequados. Por exemplo, aumentou muito a produção do livro só de imagens, sem texto, que é um tipo de livro importante para as crianças pequenas, embora também seja importante o livro com imagens e pouco texto. É importante também o livro com uma quantidade maior de texto e ilustrado, que é o livro que a professora vai ler para a criança, uma forma de leitura fundamental.
E quanto à organização da biblioteca infantil e dos espaços de leitura? A biblioteca infantil tem especificidades, desde aspectos miúdos, como a maneira como os livros são expostos, não é uma biblioteca como qualquer outra. Não se pode colocar os livros do mesmo modo como ficam numa biblioteca para adultos ou jovens, em pé nas estantes, pois os livros infantis não costumam ter lombada, são finos. Se eles ficam em pé na estante, a criança não os identifica, pois não vê a capa, que é a grande atração para ela. Então as estantes têm de permitir a exposição das capas. Também não cabe fazer os registros de forma tradicional, com fichas. Se elas forem usadas, é preciso que sejam mais icônicas, para que a criança se habitue ao processo de tomar emprestado o livro, levá-lo para casa e devolvê-lo. Ela tem de saber que o livro fica na estante segundo uma certa classificação, mas não é a mesma classificação da biblioteca de adultos. Pode ser por etiquetas coloridas, por exemplo. Além disso, é preciso que haja também, na sala de aula, o cantinho de leitura. A criança vai à biblioteca uma ou duas vezes por semana, mas na sala de aula o contato com os livros deve ser diário. Já tivemos, no PNBE, programas específicos para a constituição dos cantinhos de leitura, para que a criança tivesse acesso aos livros dentro da sala de aula.
Isso aumenta a exposição da criança ao livro?São fundamentais muitas atividades com os livros, muita leitura de histórias pelas professoras e muito manuseio dos livros pelas crianças. Há muitas escolas - já foram feitas pesquisas sobre isso - em que as caixas do PNBE chegam e ficam trancadas num armário, porque não querem deixar que as crianças tenham livre acesso aos livros, com medo de que sejam rasgados, rabiscados, danificados. Ora, a criança, inicialmente, faz isso mesmo. E só vai aprender a não fazer depois de ter feito uma vez e de ser orientada para não fazer, é preciso formar a criança para lidar com o livro, num processo de aprendizado. É uma questão complexa, que não está sendo contemplada na formação de professoras para a educação infantil. Aliás, o como trabalhar a literatura e como dar acesso a livros de literatura na educação infantil e nas séries iniciais do ensino fundamental ainda não é um componente importante na formação de professores para esses ciclos.
A senhora mencionou a importância da leitura e da oralidade na educação infantil. Que outras coisas podem ser trabalhadas nessa etapa?Esse contato com o mundo da leitura e da escrita está acoplado, particularmente na educação infantil, com o desenvolvimento da linguagem oral, pois é o momento em que a criança está ampliando seu vocabulário, suas possibilidades de usos da língua, a aquisição de estruturas sintáticas mais elaboradas. Então, o desenvolvimento da linguagem oral é um dado importante para o desenvolvimento do letramento e da alfabetização. A leitura de histórias pelas professoras não deve ser apenas uma leitura seguida da pergunta se as crianças gostaram ou não. É uma oportunidade de desenvolvimento da linguagem oral. Enquanto a professora lê, vai fazendo com que as crianças façam previsões sobre os rumos da história, analisem as ações das personagens. No fim da leitura, a criança pode reconstruir o texto, de modo a trabalhar as habilidades de compreensão, de inferência e de avaliação, que serão importantes para a leitura individual, quando ela aprender a ler e a escrever. A ampliação do vocabulário é fundamental, e a literatura colabora demais para isso. A ampliação de visão que a leitura proporciona à criança, numa fase em que ela está conhecendo o mundo, também é importantíssima.
E na questão específica da alfabetização, como isso interage?Essa leitura de livros, não só os de literatura, mas o contato com a escrita em seus diversos usos sociais em nossas sociedades letradas - afinal, a escrita chega a todo lugar, mesmo às localidades rurais mais afastadas - é fundamental, pois é uma espécie de precursor da leitura e da escrita. Veja que não falei pré-requisito, uma palavra que devemos evitar, pois acaba associando a educação infantil a um conceito inadequado, de que essa etapa prepararia a criança para o ensino fundamental. Não é isso. Essa era a visão que se tinha décadas atrás, a de que a criança precisava adquirir certas condições para então aprender a ler e escrever. Prefiro a palavra precursor, para designar certas habilidades, conhecimentos, atitudes que a criança vai desenvolvendo e que serão importantes para que aprenda a ler e a escrever, ou seja, são precursores da alfabetização.
E quais seriam especificamente esses precursores da alfabetização?Até agora, mencionei os precursores do letramento, ligados ao desenvolvimento da familiaridade com o livro, com a literatura e com outros gêneros textuais, algo que muitas vezes começa antes de a criança chegar à educação infantil escolar, formal. É um continuum, começa quando a criança nasce num ambiente letrado. No plano da alfabetização, do aprendizado da leitura e da escrita, é necessário primeiro delimitar o que é próprio da educação infantil. Não é função da educação infantil alfabetizar a criança, se entendermos por alfabetizar levar a criança a terminar essa etapa já sabendo ler e escrever com alguma segurança. Não é isso (embora isso possa acontecer, e tem efetivamente acontecido muitas vezes). O que é próprio dessa etapa é o desenvolvimento de conhecimentos e habilidades necessários para que a criança siga uma trajetória de sucesso na aprendizagem da leitura e da escrita. Na educação infantil, a criança deve pelo menos descobrir o princípio alfabético: descobrir que, quando escrevemos, registramos o som das palavras, e não a coisa sobre a qual estamos falando. Esse é o grande salto que a educação infantil tem de ajudar a criança a dar. Aliás, é o grande salto que a humanidade deu: descobrir que podemos transformar a oralidade em algo visível, que é a escrita. A humanidade também passou por essa fase de primeiro desenhar a coisa a que você está se referindo: escrever casa já foi desenhar uma casa. A criança também passa por essa fase, você pede:  "escreva casa", ela desenha uma casa. O salto é a descoberta de que quando se escreve não se representa a coisa, representa-se o som da palavra que designa essa coisa. A humanidade levou milênios para chegar a esse princípio alfabético, que a criança deve descobrir rapidamente. É mais fácil, obviamente, pois já está descoberto... Ela deve ser ajudada a identificar essa forma de tornar visível a oralidade.
Como se faz para que a criança consiga isso?É trabalhando muito a consciência fonológica, a percepção de que a língua é som. Porque a criança não tem consciência disso. Dou um exemplo interessante e recorrente na Educação Infantil: você está, por exemplo, desenvolvendo atividades com palavras que comecem com a mesma sílaba, como panela, pato, página. A gente faz jogos com as crianças, para que encontrem palavras que comecem igual. Muitas vezes propõe-se um jogo em que um barquinho é lançado de criança para criança, carregando palavras começadas com determinada sílaba. Com MA, por exemplo, e citamos uma: maçã. E as crianças falam: "abacaxi, banana, pêra". Por quê? Porque  as crianças fazem uma associação não com o som da palavra maçã, mas pensam em outras frutas. Enquanto a criança não descobrir que palavras são sons, como poderão se alfabetizar, se têm de escrever registrando os sons da palavra? Daí a importância da consciência fonológica nessa fase, entendida como consciência dos sons de palavras, de sílabas. Para isso as professoras podem brincar com parlendas, que facilitam colocar o foco no som - e aí quanto menos sentido a parlenda tenha, melhor, para forçar a criança a prestar atenção nesse aspecto. Outra boa alternativa é brincar com rimas, o que também ajuda a prestar atenção no som.
Essa dimensão lúdica é muito importante, não?É fundamental. Falam muito que, ao trabalhar essas coisas na Educação Infantil, se esquece de que é uma etapa em que as crianças devem brincar, jogar etc. Eu não diria isso. A Educação Infantil é para que a criança se desenvolva socialmente e cognitivamente de forma lúdica. O que também é importante nas séries iniciais do ensino fundamental. Pensam que, se você trabalha com letramento e alfabetização, está tirando o tempo da brincadeira. Mas essas atividades são lúdicas! devem ser lúdicas! Os exemplos que dei anteriormente, como a ida à biblioteca, a leitura de livros, a leitura de histórias, as atividades com os sons das palavras... a criança adora tudo isso, é um brinquedo para ela, isso é lúdico. E a alfabetização é lúdica também. Esse desenvolvimento da consciência fonológica deve ser feito por meio de jogos, que ao mesmo tempo podem ser precursores da alfabetização.
Sob esse aspecto, a educação infantil comporta algum nível de sistematização dessas aprendizagens, ou elas devem ser feitas no ensino fundamental?É difícil responder a isso, porque na verdade trata-se de um continuum, não há - ou não deveria haver - uma quebra da educação infantil para o ensino fundamental. Isso é algo em que o nosso sistema de ensino tem de insistir. Houve reação de muita gente quando se estendeu o ensino fundamental às crianças de seis anos, idade em que elas ainda estavam na educação infantil. Muitos reclamaram e ainda reclamam, por achar que é um absurdo que crianças de seis anos venham a ser alfabetizadas quando elas ainda estariam na fase da brincadeira. Essa é uma concepção inadequada, porque na verdade não há essas quebras no desenvolvimento da criança. Em todas as fases da vida, o desenvolvimento se dá numa linha de continuidade. E crianças chegam em níveis diferentes de desenvolvimento aos cinco, seis ou sete anos. É preciso haver sistematização e sequenciação, ou seja, um processo seqüente em que a criança desenvolve a consciência fonológica - e precisamos ajudá-la para isso, pois depois ela precisa desenvolver a consciência fonêmica, que depende da primeira. É preciso ir, sequencialmente, relacionando os sons da palavra, percebidos por meio de atividades de consciência fonológica, às letras do alfabeto. Ou seja, não são etapas definidas de forma externa à criança, é um continuum, no processo de desenvolvimento. Como também acontece no ensino fundamental e na educação em geral.  Nesse sentido, a pesquisa da [psicolinguista] Emilia Ferreiro trouxe uma grande contribuição acerca do desenvolvimento da criança no  processo de apropriação do sistema alfabético, mostrando as fases pelas quais ela passa. Começa icônica, o que corresponde à fase da humanidade em que a escrita era desenho; depois a criança começa a perceber que a escrita não é desenho, compreende que são formas específicas, as letras, e começa a escrever registrando letras, aleatoriamente; aos poucos vai descobrindo que há uma correspondência entre sons e letras, e começa a registrar com letras as sílabas, já tendo percebido que a palavra é feita de pequenos "pedaços", até que perceba que dentro de cada "pedaço" há fonemas que as letras representam. Essa última fase é a mais difícil, e vai acontecer, em geral, no início do ensino fundamental. Para ajudar a criança nesse processo, é preciso sequenciar e sistematizar atividades. Não creio em nenhuma educação que não seja sistematizada e seqüenciada.
Quais  as habilidades e conhecimentos fundamentais o professor da Educação Infantil deve ter para ajudar seus alunos nessa fase?Deve ter, sobre certos temas, conhecimentos tão ou até mais sólidos do que professores do ensino médio. Porque ele deve simplificar sem falsificar. Quem é capaz de fazer isso? Quem domina muito bem os conteúdos. E não só conteúdos. Por exemplo, como desenvolver o gosto da criança pela leitura e pela literatura se a própria professora não tem esse gosto? E, mais do que isso, se não sabe interpretar um texto, mesmo um texto infantil? Se não domina estratégias de leitura? Na minha experiência com a formação de professoras, tenho tido de ensinar o que é uma 4ª capa de livro, uma lombada, um sumário.  Elas não se dão conta de que é preciso dizer à criança em que direção folhear um livro, que é necessário conscientizá-las de convenções que elas, professoras, já internalizaram e acham que são naturais. Isso dando um exemplo simples, sem falar da necessidade de inserir a criança nos mundos natural e social, coisas que dependem de conhecimentos básicos de sociologia, história, geografia, ciências, de matemática. Por exemplo, da mesma maneira que, em relação à alfabetização, na Educação Infantil se orienta a criança para que chegue ao conceito de princípio alfabético, deve-se orientar a criança para que chegue ao conceito de princípio numérico. As professoras não são formadas para isso. Elas teriam de ser boas leitoras,  de ter boa base de teorias da leitura, de conhecer literatura infantil e suas metodologias de trabalho, de conhecer as relações entre fonemas e letras, fonemas e grafemas, de conhecer psicolingüística e psicologia cognitiva, necessárias para orientar a criança em seu processo de aprendizagem, em particular no caso da língua escrita. E os professores não estão sendo formados assim, nem para a Educação Infantil, nem mesmo para o fundamental. O problema básico da educação no Brasil é a formação dos professores. Para as séries finais do ensino fundamental, bem ou mal os professores são formados em conteúdos. Mas, para a Educação Infantil e para as séries iniciais do fundamental, a formação se dá em cursos que não incluem os conteúdos que serão desenvolvidos nessas etapas nem os fundamentos psicocognitivos da aprendizagem desses conteúdos e sua  tradução em uma pedagogia adequada. Essa é a grande ausência na formação de professores. E não estou vendo essa questão ser atacada por processos eficientes.
Ou seja, é preciso reformular os currículos da graduação em pedagogia...É claro. E é complicado, pois é preciso também uma mudança de postura dos formadores, para que formem alunos dos cursos de pedagogia com o objetivo de torná-los bons professores. Do jeito que estão, os cursos não estão formando adequadamente professores para a Educação Infantil e para as séries iniciais do ensino fundamental. Há poucos cursos de pedagogia que formam alfabetizadores. Há pouquíssimos que têm literatura infantil em suas grades curriculares,. Só por esses dois exemplos, se vê que as professoras não são preparadas adequadamente. Elas mesmas reconhecem isso. Ouço dizerem com frequência: "mas ninguém me ensinou isso". É verdade, não faz parte do currículo da formação. No caso do letramento, sem um mínimo conhecimento de literatura infantil, não há como trabalhar com literatura. É preciso saber, por exemplo, como trabalhar com um livro de imagens com crianças, ou quais as habilidades cognitivas e habilidades de leitura que um livro de imagens pode desenvolver. 


fonte: http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/0/aprendizagem-ludica-240352-1.asp