domingo, 30 de dezembro de 2012

O céu é o limite: terapeuta usa a arte para alcançar crianças autistas



30 de março de 2009

Nicole Martin é um terapeuta de arte para crianças com autismo. Ela escreveu um livro para pais com crianças autistas, que deverá estar disponível nas lojas em maio.

Nicole Martin está esperando o seu primeiro livro atinge um novo público.
Martin, 28, é uma arte-terapeuta registrado, licenciado conselheiro profissional e artista. Quando seu livro "A arte como uma ferramenta de intervenção precoce para crianças com autismo", chega as livrarias em maio, ela também vai ser um autor publicado.
"A maioria dos livros existentes sobre autismo foram escritos para terapeutas profissionais", diz Martin. "Eu sabia que, a partir de minha experiência de trabalho com famílias com crianças autistas, que os pais estavam procurando um livro mais prático para ajudá-los, então eu decidi escrever um."
Martin interesse e paixão para o tratamento de crianças com transtornos do espectro do autismo começaram durante seus anos de colégio em Claremore, Oklahoma
"Meu irmão mais novo foi diagnosticado com autismo severo e epilepsia", explica ela. "Nossa pequena cidade não tem nenhum terapeutas-casa na hora, então o psicólogo Jason em Tulsa me treinou para executar o seu em casa programa de análise aplicada de comportamento."
Esta formação permitiu Martin para sustentar-se através da escola. Ela trabalhou sob a supervisão de um terapeuta credenciado análise comportamental para fornecer em casa ABA serviços em Chicago para crianças com ASD.
Ela se formou com um Bacharel em Artes Plásticas e menores em psicologia da Universidade DePaul em 2003, e Mestre em Arte-Terapia da Escola do Instituto de Arte de Chicago, em 2005.
"Até então, eu tinha decidido a se especializar no tratamento de autismo", diz Martin. "Arteterapeutas pode resolver muitos dos objetivos comumente alvo no tratamento do autismo, tais como a socialização, comunicação e problemas sensoriais. A força da arte-terapia é a sua capacidade para lidar com a imaginação ea emoção metas relacionadas. A rica experiência sensorial de arte de decisões, bem como a sua capacidade de encapsular e organizar temas complexos faz arte-terapia um ajuste natural para indivíduos com autismo. "
Ela alargou a sua experiência ao trabalhar em uma clínica ABA Chicago e um programa de pós-escola para adolescentes com autismo, antes de decidir mudar-se para Lawrence com o marido, Daniel Jones, em 2007.
"Nós queríamos estar perto de ambas as nossas famílias que ainda vivem em Oklahoma, e nós sentimos Lawrence era um lugar acolhedor onde pode desfrutar de uma boa qualidade de vida", explica ela.
Ela é destemida pelo pequeno tamanho da profissão de arte-terapia em Kansas e consequente falta de conhecimento público sobre isso.
"A musicoterapia é muito mais conhecida por causa da terapia Kansas Universidade de música de programa, mas a terapia da arte ainda está em seus estágios iniciais aqui", diz Martin. "... Eu estou esperando o meu trabalho em Lawrence vai ajudar a espalhar a palavra sobre a importância eo sucesso da terapia da arte para ajudar as crianças com ASD e outros aprendizado relacionado ou deficiência de desenvolvimento."
Para ajudar a conseguir isso, ela abriu uma criança-amigável, Sky estúdio colorido é o Limite Studio LLC em Lawrence. As paredes do estúdio são adornados com arte infantil.
"Eu sou um pouco de um viciado garoto-arte," Martin admite. "Eu amo trabalhar com crianças e vê-los progredir em todos os níveis."


fonte: http://www2.ljworld.com/users/photos/2009/mar/30/167120/

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Workshop no IGSP - Instituto de Gestalt de São Paulo

Coordenação: Sandra Cardoso-Zinker e Joseph Zinker
Todos nos temos maneiras de nos comportar que são conhecidas, confortáveis e habituais. Neste workshop, exploraremos um método de expernciar diferentes formas de interagir com o meio. Nossa proposta abrange experimentos individuais, processo grupal e discussões.
Público alvo:
Psicólogos e profissionais da área da saúde.
Data:
02 de fevereiro de 2013

Horário:

das 9:00 às 17:00 hs com duas horas de intervalo
para almoço
Investimento:
R$ 405,00 a vista (depósito bancário) até 25/01/2013 ou
Após 25/01/13, R$ 438,00 a vista (depósito bancário) ou
R$ 438,00 em duas vezes de R$ 219,00 (cheque ou cartão de crédito) ou
R$ 438,00 em três vezes de R$ 146,00 (cheque ou cartão de crédito) ou
R$ 438,00 em quatro vezes de R$ 109,00 (cheque ou cartão de crédito)

fonte: http://www.gestaltsp.com.br/curso/wsz/

Pais de crianças com autismo optam por escola especial após tentativas frustradas no ensino regular



Da Agência USP
 
A escolha de pais de crianças autistas ou com deficiência intelectual por escolas de educação especial não se dá por uma atitude de conformação, mas sim pela busca da melhor opção para seus filhos, atendendo às suas demandas. “O fato de a escola ser especial ou regular não é tão significativo, pois eles querem o melhor para seus filhos” diz o psicólogo Ricardo Schers de Goes, autor da dissertação de mestrado A escola de educação especial: uma escolha para crianças autistas e com deficiência intelectual associada de 0 a 5 anos, desenvolvida no Instituto de Psicologia (IP) da USP, sob orientação da professora Marie Claire Sekkel.
O estudo, realizado a partir de leituras de pesquisas e literatura da área e conversas com famílias de crianças autistas, buscou investigar os motivos pelos quais pais de crianças com autismo e deficiência intelectual associada decidem matricular seus filhos em escolas de educação especial. “Apesar de existirem muitos estudos nestes campos, ainda não há um consenso e uma precisão sobre estas questões, o que dificulta o esclarecimento dos pais e, consequentemente, a decisão pela escola dos seus filhos”, comenta o psicólogo.
Ricardo entrevistou pais de duas crianças, sendo um casal pais de um menino de 6 anos e um homem pai de outra criança da mesma idade. Nos dois casos houve tentativas anteriores frustradas de entrada em escolas regulares, o que levou os pais a procurarem a educação especial. “Pelas entrevistas verifiquei que há resistência dos pais nessa escolha, pois fazem várias tentativas em escolas regulares e especiais até encontrarem a que acham melhor. Inclusive, neste processo, criticam e discutem com as escolas em que tiveram experiências frustradas, o que mostra uma posição de resistência e não conformação dos pais”, relata o pesquisador. “A pesquisa entrevistou somente pais que escolheram no final matricular seus filhos em escola de educação especial, mas também há aqueles que depois destas tentativas frustradas tanto na educação especial quanto no ensino regular acabam por escolher o ensino regular”, lembra Ricardo.
Educação infantil e inclusão
A educação infantil, com as condições adequadas para que os alunos convivam com a diversidade, pode ser uma etapa e ambiente importante para a inclusão de crianças com autismo ou deficiência intelectual. “Crianças com e sem deficiências frequentando a mesma escola podem, por esta aproximação, ter uma diminuição do preconceito para com o diferente”, explica o pesquisador. Considerando esta questão, as atuais políticas de educação especial no Brasil, inclusive, apontam para que a escolarização aconteça nas escolas de ensino regular.
Desta forma, opina o psicólogo, a segregação que ocorre em função das escolas de educação especial não contribui para a inclusão e o fim do preconceito contra crianças com esse tipo de deficiência. “Mas nas escolas regulares muitas vezes encontramos crianças isoladas do convívio com as outras crianças e também sem uma atenção pedagógica para ela, como se o fato de apenas estar lá já garantisse a chamada inclusão”, pondera. E completa: “A discussão que deve ser feita é em relação ao direito à educação e não apenas a questão da inclusão. Ou seja, todas e todos devem ter direito à educação, acesso e permanência com qualidade”.
 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Resultados preliminares do Censo Inclusão em SP

SMPED anuncia resultados preliminares do Censo-Inclusão
Deficiência física é a mais citada, somando 52% das respostas; 94,7% das pessoas com deficiência que trabalham estão no mercado formal e 23% praticam atividades esportivas
A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida apresentou, nesta quarta-feira, dia 12 de dezembro, os dados preliminares do Censo-Inclusão, levantamento iniciado em março deste ano, para identificar, mapear e cadastrar o perfil socioeconômico das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, no âmbito do Município de São Paulo.

Os resultados do Censo-Inclusão foram obtidos a partir dos formulários respondidos por munícipes com deficiência ou mobilidade reduzida, no período entre março e agosto deste ano, por formulário impresso e pela internet, e vão servir de base para o governo na criação e reformulação de políticas públicas. As informações abordam tipo de deficiência, região, faixa etária, gênero, educação, trabalho, saúde, transporte, esportes e cultura.
DADOS PRELIMINARES DO CENSO-INCLUSÃO

Obs.: dos 42 mil formulários recebidos, 35.053 são os considerados válidos até agora; 3 mil tinham identificação do munícipe, mas as respostas estavam em branco; cerca de 2 mil têm respostas ilegíveis (estão em recuperação) e 1660 dos formulários recebidos são de moradores de outros municípios (e por isso não computados).
NATUREZA DAS DEFICIÊNCIAS

Física: 52,2% (18.281)

Intelectual: 23,3% (8.152)

Sensorial: 31,1% (10.345)
• Visual: 14,89% (5.220)
• Auditiva: 13,98% (4.901)
• Surdocegueira: 2,21% (224)

Deficiência Física - Total: 18.281
• Amputação de um determinado membro ou parte de membro: 8,64% (1.580)
• Deficiência acentuada no crescimento (gigantismo): 0,4 % (71)
• Deficiência acentuada no crescimento (nanismo): 1,5% (282)
• Dificuldade total / parcial para movimentar: 89,3% (16.328)
• Paralisia cerebral: 10,2% (1.869)
Deficiências mental e intelectual - Total: 8.152
• Autismo: 10,61% (865)
• Deficiência intelectual / mental: 94,25% (7.684)
Deficiência sensorial

Visual - Total: 5.220
• Enxerga com grande dificuldade, mesmo com lupas ou ampliação : 76,51% (3.994)
• Não enxerga absolutamente nada: 14,17% (740)
• Não enxerga nada, possuindo apenas percepção de luz: 11,11% (580)
Auditiva - Total: 4.901
• Não ouve absolutamente nada: 18,3% (896)
• Ouve com dificuldade, mesmo com o uso de aparelho: 65,21% (3.196)
• Ouve sem dificuldades com o uso de aparelho: 19,4% (950)
• Surdocegueira: 2,24% (224)

GÊNERO
• Feminino: 52,6% (18.425)
• Masculino: 46,9% (16.426)
• Não informado: 0,6% (202)

EDUCAÇÃO
Frequentam escola ou faculdade: 21,1% (7.393)

• Possuem ensino superior completo: 42,8% (3.167)
• Possuem o ensino médio completo: 33,6% (2.487)
• Possuem Pós-Graduação completa: 27,6% (2.040)
• Possuem o ensino fundamental completo: 25,5% (1.886)
• Possuem curso profissionalizante completo: 15,7% (1.162)

TRABALHO

Estão trabalhando no mercado formal e informal: 13,3% (4.649)
• Inseridas no mercado de trabalho formal: 94,7% (4.401)
• Inseridas no mercado de trabalho informal e possuem emprego sem carteira de trabalho assinada: 5,3% (248)

RENDA
• Não possuem renda pessoal: 20,6% (7.224)
• Possuem renda pessoal até 1 salário mínimo: 31,8% (11.150)
• Possuem renda pessoal de 2 a 3 salários mínimos: 25,0% (8.777)
• Possuem renda pessoal de 4 a 6 salários mínimos: 9,5% (3.321)
• Possuem renda pessoal acima de 6 salários mínimos: 8,1% (2.848)

SAÚDE
• Utilizam o Serviço de Saúde Pública – SUS: 63,8% (22.363)
CULTURA
• Frequentam atividades culturais: 29,6% (10.362)
ESPORTE
• Praticam atividades físicas / esportivas: 23,9% (8.389)
TRANSPORTE
• Utilizam metrô/ônibus/trem: 54,8% (19.219)
• Utilizam o Serviço ATENDE: 3,8% (1.342)
• Utilizam Taxi Adaptado: 2,9% (1.034)

MORADIA
• Estão em situação de rua: 0,5% (169)

sábado, 15 de dezembro de 2012

“María e Eu”, uma banda desenhada sobre autismo

Já tínhamos visto o documentário. Agora chega a Portugal o livro de BD com a história de Miguel Gallardo e da filha María


 
 
 
 
O ilustrador espanhol Miguel Gallardo desenhou a história da filha María, autista, e o seu relacionamento com a sociedade, num livro editado este mês em Portugal e apresentado em Lisboa, segunda-feira, Dia Mundial da Consciencialização do Autismo.

“María e Eu”, editado pela Asa, foi publicado em Espanha em 2008, quando María tinha 12 anos. O autor relata uma semana de férias com a filha, descrevendo as características particulares de quem é autista e a forma como os outros olham para ela, precisamente por causa do autismo.

“Não há quem fale nisto na primeira pessoa e com esta sensibilidade, por isso eu tinha que o publicar. Não é lamechas e tem sentido de humor”, explicou a editora Maria José Pereira à Agência Lusa.

O livro valeu a Miguel Gallardo um prémio e duas nomeações na área da banda desenhada, em Espanha, foi adaptado para um documentário (apresentado no ano passado em Lisboa) e pode ser visto como “um relato, um livro de ajuda, um livro de banda desenhada”, disse a editora. “Um manual não convencional para educadores e profissionais que têm que lidar com este tipo de problemas”, referiu.

Miguel Gallardo apresenta uma mancha gráfica que usa habitualmente com a filha María, imagens simples e inequívocas que relatam os rituais da filha, manifestações de alegria ou tristeza e alguns dos comportamentos de quem sofre desta síndrome. O autor também desenhou as caras de quem não sabe lidar com María, de quem tem medo do desconhecido, da estranheza. “Gosto de desenhar para ela e que isso seja uma forma de comunicarmos”, escreveu Miguel Gallardo.

Os direitos das pessoas
“María e Eu” será apresentado na segunda-feira, na Fundação Calouste Gulbenkian, numa sessão que assinala o Dia Mundial da Consciencialização do Autismo, organizada pela Federação Portuguesa de Autismo. No encontro serão debatidos os direitos das pessoas com autismo, com a presença de vários especialistas na área.

A presidente da Federação Portuguesa de Autismo, Isabel Cottinelli Telmo, considera aquele livro mais um instrumento para ajudar a explicar o que significa uma criança ter uma perturbação do desenvolvimento relacionada com o autismo. “É um livro interessante para as crianças mais velhas, talvez do terceiro e quarto ciclos, porque têm mais dificuldade em aceitar as pessoas autistas”.

No encontro em Lisboa, além do lançamento do livro, decorrerão debates com pediatras, pais, técnicos profissionais e representantes das várias associações que integram a Federação Portuguesa de Autismo.


fonte: http://p3.publico.pt/cultura/livros/2638/maria-e-eu-uma-banda-desenhada-sobre-autismo