quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Exposição apresenta trabalho de 12 jovens autistas

 

Diário Popular
08/08/2012

As obras foram inspiradas no artista russo Vasili Kandinsky.

Fernanda Franco
Desde  o dia  7 de agosto, quem entra na Escola Viva, em Rio Grande, se depara com uma mostra composta por 12 quadros pintados por alunos do Centro de Convivência da Escola Municipal de Educação Especial Maria Lúcia Luzzardi. O trabalho dos jovens, que têm entre 16 e 34 anos, é resultado de um longo projeto desenvolvido durante os meses de março e julho. A exposição gratuita se estende até o dia 30 de agosto.
A abertura oficial do evento aconteceu na tarde de segunda entre a exibição de um vídeo e a mostra de artesanato de materiais recicláveis, também produzidos no centro. A exposição de pinturas, construída passo a passo, é um momento importante para os envolvidos. “É um processo longo para chegar até aqui. Este é o resultado de descobertas e desenvolvimento de aptidões”, diz a psicóloga Márcia Magalhães.
A arte
O trabalho envolvendo a arte é sinônimo de desenvolvimento corporal e simbolização para estes alunos. Um importante canal de expressão e autoestima. Por isso, a escolha do artista não foi aleatória. De acordo com a professora de artes, Magali Olioni, Kandinsky foi escolhido por ter uma obra colorida e com formas simples. Uma linguagem interessante para os alunos. Por possuírem déficit de imaginação, a professora explica que estes jovens necessitam de um ponto de referência para poder desenvolver o processo de criação.
Escola
Márcia Magalhães afirma que o espectro do autismo apresenta diferentes níveis, desde crianças mais comprometidas com deficiência mental associada até os casos em que a manifestação de sintomas é mais leve e com inteligência preservada. Estas pessoas apresentam déficit em três áreas: desenvolvimento de imaginação, comunicação e relação social. Entrando na escola cada vez mais cedo - algumas com apenas dois anos - elas aprendem a simbolizar, trabalhar o comportamento, a socialização e a aprendizagem acadêmica. Para isso, diversas atividades são desenvolvidas na escola incluindo aulas de música, dança, artesanato e artes.
 

Aromas do Centro

 

Rede Saci
São Paulo - SP, 31/10/2011

Alunos da Fundação Dorina Nowill fazem sua primeira aula externa do curso de Avaliação Olfativa.

Jaqueline Mafra e Luiz Felipe Guimarães / Fotos: Lia Sagre
No dia 28 de setembro, no largo do Arouche em São Paulo, a banca de flores “Dora” recebeu uma visita única em seus 84 anos de história. Nesse dia foi realizada a primeira saída dos alunos do curso de Avaliação Olfativa para Deficientes Visuais da Fundação Dorina Norwill.
Aluna Luiza sente rosas vermelhas com a mão. Ao seu lado, e segurando seu braço para indicar o caminho, uma funcionária da Dorina Nowill.
Aluna Luiza sente rosas vermelhas com a mão. Ao seu lado, e segurando seu braço para indicar o caminho, uma funcionária da Dorina Nowill.

Logo que o grupo desceu da van, Rejane Padovani, consultora pedagógica, começou a descrever o local para eles. Era um dia ensolarado e de muito calor no centro da cidade. A praça do Largo estava pouco movimentada, apenas algumas pessoas descansavam na sombra. À frente do grupo, uma banca de flores, onde a atividade seria realizada. Os participantes, em torno de 10 pessoas, foram divididos em grupos menores para poder acompanhar a aula de Renata Ashcar, professora do curso.
As aulas de Avaliação Olfativa normalmente são dadas em um laboratório, onde os alunos têm contato com as fragrâncias em óleos. Um dos principais objetivos é desenvolver a chamada memória olfativa, atributo fundamental para um profissional da área e uma das principais razões para a realização das visitas externas.
O curso tem duração de um ano, será dedicado ao ensino teórico e prático sobre os temas relacionados à perfumaria e ao mercado de trabalho e mais seis meses de estágio, para aprimorar as habilidades olfativas do aluno. Os temas das aulas envolvem História da perfumaria e da arte, linguagem e tendências da perfumaria, famílias olfativas, matérias-primas, avaliação olfativa e sensorial, marketing e comunicação, além de preparação para o mercado de trabalho.
A iniciativa partiu da empresária Tânia Bulhões, que procurou a parceria com a Fundação Dorina Norwill. A grade curricular do curso foi adequada conforme um estudo de necessidades e expectativas da indústria de perfumaria. O projeto inicial prevê a capacitação de 4 turmas, entre agosto de 2011 e dezembro de 2013.
Marina, aluna do curso, de perfil, observa flor vermelha. Ao fundo da foto, funcionárias do Dorina Nowill, que observam Marina e sorriem
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Marina, aluna do curso, de perfil, observa flor vermelha. Ao fundo da foto, funcionárias do Dorina Nowill, que observam Marina e sorriem

Na floricultura, Renata retomava algumas lições aprendidas no laboratório, mas agora com as matérias primas. Os alunos não somente cheiravam como também tateavam as flores e temperos. Perguntada sobre qual era o perfume que mais gostou, Luiza Antônia, 18 anos e cega de nascença por um erro médico, disse: “As rosas. Eu me identifico com elas”.
Perceber os objetos pelo tato e cheiro se torna necessário quando se é cego. Maria de Neida, 40, diz que ”Quando não se enxerga, você deve identificar as coisas com o que tem”, mas completa: “Enxergar é relativo. Aquilo que vocês (não-cegos) não vêem nós percebemos”
A segunda parte da visita foi realizada no Mercado Municipal de São Paulo. Inicialmente, os alunos foram para uma banca de frutas onde entraram em contato com outros tipos de fragâncias, assim como frutas exóticas. Além de sentir o perfume, também puderam tocar e prová-las. O grupo chamou bastante atenção nos corredores do Mercado. Maria de Neida brincou: “Vamos começar a cobrar ingressos”.
Quatro alunos sentem o aroma das frutas em suas mãos
Alunos sentem o aroma das frutas em suas mãos

Dessa vez todos os alunos se reuniram ao redor de Renata, que acompanhada de um funcionário da banca de frutas, explicava as fragâncias e entregava as iguarias para os participantes. “As frutas são altamente utilizadas na indústria de perfumaria” disse. Não a toa, muitos reconheceram o pêssego como cheiro de shampoo ou sabonete, assim como a laranja e tangerina como perfumes que eles mesmo usavam. Renata comentou que o aroma cítrico, o qual tiveram contato no laboratório, é o mais usado em perfumaria e ficou feliz pelos alunos reconhecê-los através das frutas nessa atividade.
Bruna posa para foto
Aluna Bruna, que está cega há dois anos

A indústria de perfumaria é o principal objetivo para os alunos do curso. Luiza Antônia está confiante em sua formação: “É uma oportunidade de finalmente entrar no mercado de trabalho”. Um caso mais curioso é o de Bruna de Freitas Aguilar, 29 anos. Bruna sempre quis estudar perfumaria e chegou até cursar o técnico em química, mas não pôde prosseguir com seu sonho. “Eu teria que me mudar para a França para estudar e meus pais não me deixaram” disse. Bruna estudou Administração de Empresas e trabalhava na área. “Eu até gostava de ser administradora, mas estudar perfumes é mais divertido” brinca e continua: “O curso é sensacional, temos aulas com bons professores”.
Mas Bruna não era a única com algum contato na área. Roselaine Evaristo, 29 anos, que está em acompanhamento na Fundação Dorina Novill há dois anos, quando descobriu que tinha Distrofia de Cones, trabalhou em uma indústria química antes e com o curso vê uma chance de voltar para a área. Sobre a atividade externa Roselaine diz que “é muito bom para os alunos se aprimorarem, conhecer as matérias primas, de onde vêm as essências, para que assim se tornem profissionais qualificados. Na vida tem que pesquisar para conhecer.”
Roselaine Evaristo ao lado de sua irmão Gisele
Roselaine Evaristo ao lado de sua irmã Gisele

Sua irmã, Gisele Evaristo, 18 anos, acompanhava a turma de longe. Disse que depois que Roselaine começou a perder a visão foi acompanhá-la nas atividades que a Fundação oferecia. Nesse dia, saiu do trabalho para ir junto com o grupo. “Minha irmã está em primeiro lugar”, diz Gisele.
Os participantes não foram os únicos a se beneficiar da experiência. Renata, a professora, que possui uma carreira dedicada aos cosméticos, disse à reportagem que foi “uma oportunidade de botar em prática o ensino da perfumaria”.
A visita terminou ainda no Mercadão, mas dessa vez em uma banca de especiarias. Já era em torno das 17h quando os participantes retornaram à van, satisfeitos com seus resultados e ansiosos para a próxima vez.

Jornadas de Arte y Rehabilitación


domingo, 23 de setembro de 2012

30ª Bienal das Artes em São Paulo 2012


Sob o título "A iminência das poéticas", 30ª Bienal das Artes em São Paulo começa em 7 de setembro no Pavilhão do Parque Ibirapuera.

   
A 30ª Bienal de São Paulo acontece entre 7 de setembro e 9 de dezembro de 2012, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera. Sob o título A iminência das poéticas e curadoria de Luis Pérez-Oramas, a mostra recebe 110 artistas neste ano, sendo 21 deles brasileiros.
 
Dessa vez, a mostra é dividida em quatro temas: “Sobrevivências”, “Alterformas”, “Derivas” e “Vozes”, além de uma zona transversal, chamada “Reverso”, que reúne vários elementos da exposição em outros lugares como a Casa Modernista, a Capela do Morumbi, a Casa do Bandeirante e outras instituições.
Tudo isso sob o título A Iminência das Poéticas, que procura mostrar a arte como instrumento de expressão entre obras e artistas diferentes em uma plataforma de encontro.
Entre os artistas estão Bernardo Ortiz, Charlotte Posenenske e os brasileiros Sofia Borges, Eduardo Berliner, Lucia Laguna e Marcelo Coutinho.

Informações

  • Datas: 7 de setembro a 9 de dezembro de 2012
  • Horários: Terças, quintas, sábados, domingos e feriados das 9h às 19h (entrada até 18h); quartas e sextas, 9h às 22h (entrada até 21h)
  • Preços: Grátis
fonte: http://www.guiadasemana.com.br/evento/artes-e-teatro/30-bienal-de-sao-paulo-fundacao-bienal-parque-do-ibirapuera-07-09-2012

Estágio na AACD - Arte-Reabilitação

AACD abre inscrições para programa de aperfeiçoamento e aprimoramento de 2013 a profissionais da Saúde


A AACD recebe, a partir de 01 de outubro de 2012, inscrições para o programa de aperfeiçoamento e aprimoramento para profissionais com formação em Arte, Educação Física, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Musicoterapia, Odontologia, Ortopedia, Pedagogia, Psicologia e Terapia Ocupacional, que buscam especialização em temas relacionados à reabilitação de crianças e adultos.

Ao todo, são 39 vagas e as inscrições devem ser feitas no site da AACD (www.aacd.org.br)


domingo, 16 de setembro de 2012

Que tal para o início da primavera?????


Lindos, fofos e criativos....

Arteterapia com autistas

Projeto - Gêneros Musicais
Frevo
 
Música utilizada: Balancê
Cantora: Gal Costa
 
 
O frevo é um ritmo musical e uma dança brasileiros com origens no estado de Pernambuco misturando marcha, maxixe e elementos da capoeira.
 
A palavra frevo vem de ferver, por corruptela, frever, que passou a designar: efervescência, agitação, confusão, rebuliço; apertão nas reuniões de grande massa popular no seu vai-e-vem em direções opostas, como o Carnaval, de acordo com o Vocabulário Pernambucano, de Pereira da Costa.
 
::A SOMBRINHA - Outro elemento complementar da dança, o passista à conduz como símbolo do frevo e como auxílio em suas acrobacias. A sombrinha em sua origem não passava de um guarda-chuva conduzido pelos capoeiristas pela necessidade de ter na mão como arma para ataque e defesa, já que a prática da capoeira estava proibida.
Este argumento baseia-se no fato de que os primeiros frevistas, não conduziam guarda-chuvas em bom estado, valendo-se apenas da solidez da armação. Com o decorrer do tempo, esses guarda-chuvas, grandes, negros, velhos e rasgados se vêm transformados, acompanhando a evolução da dança, para converter-se, atualmente, em uma sombrinha pequena de 50 ou 60 centímetros de diâmetro.
 
 
Utilizamos como símbolo o guarda-chuva.
 
 
1o. Encontro
 
Parte A - Ouvimos a música
 
Parte B - Mostrava o guarda-chuva e pedi para eles desenharem
 
Parte C-
Os alunos abriram as forminhas de doces e pintaram de várias cores.
Alguns alunos precisaram de auxílio na abertura da forminha e no pintar.
 
Objetivos:
- Concentração
- Paciência
- Coordenação motora
-Socialização
-Comunicação
- Cores - pareamento
- Expressão corporal
 
 
 




Outra turma - pintaram o guarda-chuva em grupo



Parte D - Os alunos dançaram com o guarda-chuva
 
 
 
2o. Encontro
 
 Parte A - Ouviram a música
 Parte B- Os alunos colaram as forminhas no guarda-chuva ( papel craft)

 
 
Os alunos colaram as forminhas no guarda-chuva pintado
 
 
 Parte C
- Dançaram frevo com o guarda-chuva
 
 

 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Interessante por quê


Saiba como os deficientes visuais tiram fotos


A luz que passa pelas lentes dos fotógrafos não lhes chega aos olhos, mas apesar de serem cegos, eles não deixam de fazer fotos com a luz e o foco necessários. Mostraram que mesmo não vendo com os olhos é possível enxergar com os demais sentidos. Nos dias 27 e 28 de novembro de 2008 foi possível apreciar a exposição “Percepção do Visível: fotografias feitas por deficientes visuais”. A mostra, que acontece no Centro de Convenções do Centro Universitário Senac – Campus Santo Amaro, reuniu 35 imagens tiradas pelos alunos com deficiência visual.
 
Henrique Issao Aoki AUTO RETRATO: foto tirada por Henrique Issao Aoki
AUTO RETRATO: foto tirada por Henrique Issao Aoki
 
De acordo com o curador da exposição, João Kulcsár, durante a mostra, houve aquilo que ele batizou de “Sala Sensorial”. Nela, o público entrou num ambiente completamente escuro e foram submetidos a experimentar outros tipos de sentidos.
“O público, impossibilitado de enxergar, participou de uma experiência inesperada e os visitantes [que não sabem o que vão fazer] foram guiados por deficientes visuais pela sala”, explica. No local houve morangos para serem cheirados e a fruta, para ser provada. Isso nada mais é uma vivência que os próprios alunos fizeram, durante uma atividade em que foram ao Mercado Municipal e registraram as imagens de morangos.

Esse esforço de mostrar que os cegos também podem ser fotógrafos apareceu depois que os próprios estudantes que freqüentavam a biblioteca em braile pediram para ter um curso de fotografia para quem não vê. “No começo, muitas foram as perguntas e provocações”, explica o professor. Mas, ao longo do tempo, Kulcsár percebeu que esta seria uma porta para a inclusão social.
O curso em si tem uma metodologia um pouco diferente. Os alunos passam por basicamente três módulos – “Ensaio”, “Sentidos”, e “Ensaio Fotográfico”. Na primeira parte são desenvolvidas técnicas de distanciamento e enquadramento. Depois, no segundo momento, eles usam otato, olfato, epaladar, tendo condições de expressar suas idéias. E, em seguida, começam a registrar momentos na última parte do curso.
 
 

Galeria de imagens:


Exposição traz flores de tecidos com aroma de verdade


  Inspirada na obra literária de J.J. Grandville “Les fleurs animées”, a mostra acontece no Shopping Iguatemi

Para dar as boas-vindas à estação das flores, que começa no dia 20 de setembro, a exposição “Primavera de encantos – Um despertar de emoções”, da artista Suzy Gheler, abre suas portas na quarta-feira, 6. Inspirada na obra literária de J.J. Grandville “Les fleurs animées” (1847), a mostra fica em cartaz até o dia 30, no Espaço Fashion do Shopping Iguatemi, com entrada Catraca Livre.

O livro francês conta uma fábula em que as flores sonham vivenciar todas as condições existenciais dos seres humanos e seus sentimentos em toda a sua essência. Certo dia, as flores se rebelam diante da fada guardiã do jardim e exigem sua transformação. Com seu desejo realizado, elas transformam-se em “donzelas-flores” e vão viver mundo afora em busca de seus sonhos.
Segundo Suzy, esse foi o ponto de partida para criar um imenso jardim francês do século 19, onde estarão as personagens da história: 25 donzelas-flores, 25 sílfides, 56 insetos e o Pinheiro, mentor das flores que a fada guardiã transformou em mulheres.
As 25 grandes esculturas femininas foram confeccionadas em tecidos especiais e veludos. Cerca de 50 artesãs trabalharam sob a direção de Suzy em seu ateliê durante mais de três meses, para a confecção das personagens, livremente inspiradas nas ilustrações de Grandville. Um diferencial da exposição é que as flores, mesmo sendo de tecido, exalam perfumes.

Confira fotos exclusivas da mostra: